O principal suspeito de ter ateado fogo na Câmara Municipal de Cristinápolis (CMC) segue internado na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). O paciente, que não teve o nome revelado pelo departamento de perícia da Secretaria de Estado da Segurança Pública, encontra-se com estado de saúde estável, mas consciente. Ouvido por agentes da Polícia Civil, ele foi apresentado como morador da cidade e vigilante residencial do prefeito padre Raimundo Leal (PMDB). O sinistro na CMC ocorreu justamente na madrugada do dia 12 de fevereiro, data em que os vereadores votaram e aprovaram o pedido de impeachment do chefe do executivo municipal.
Conforme explicações do delegado de Cristinápolis, Paulo Cristiano Alves Ricarte, o sigilo quanto ao nome do acusado ocorre a fim de evitar possíveis ‘maquiagens’ na cena do crime, e deturpação do enredo que pode indiciar outras pessoas que, possivelmente, estariam ligadas ao prefeito cassado. O gestor foi afastado do cargo, mas por decisão judicial já reassumiu o mandato. Dando seguimento aos interrogatórios, outras cinco pessoas já foram ouvidas pela equipe do delegado Paulo Cristiano. A perspectiva da SSP é que o resultado final desta investigação seja apresentado à sociedade sergipana ainda esta semana durante entrevista coletiva.
"O paciente está todo enfaixado na unidade de queimados do Huse, mas mesmo assim ele nos atendeu e nos ajudou a desvendar em parte o que teria ocorrido naquele dia. O inquérito está se aproximando do final e iremos divulgar o mais rápido possível", disse o delegado.
A direção da unidade hospitalar informou que o paciente encontra-se em observação e sob cuidados de especialistas. O Hospital de Urgência de Sergipe informou ainda que o cidadão não tem previsão de receber alta médica.


