Coleta de lixo não ocorreu na segunda

A empresa Torre suspendeu ontem o serviço de coleta de lixo doméstico em todos os bairros da capital sergipana. Por volta das 6h, garis e margaridas foram impedidos de adentrar no galpão da empresa a fim de iniciar as atividades. A decisão foi adotada pela própria diretoria administrativa da Torre diante de um possível atraso no repasse financeiro por parte da Prefeitura de Aracaju. Essa foi a terceira paralisação promovida pela classe trabalhadora em menos de quatro meses. Surpresa com a decisão da empresa, a direção do Sindicato dos Empregados de Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindilimp) também se mostrou preocupada com a possibilidade de haver problemas no salário dos funcionários.

Conforme o presidente do Sindilimp, Rayvanderson Fernandes, a previsão para pagamento dos servidores era até as 23h59 de ontem. Diante do impasse financeiro entre a PMA e a Torre, o Sindilimp acredita na possibilidade de atraso no repasse salarial. Caso o receio da categoria se torne real, o presidente não descarta a probabilidade de greve por tempo indeterminado. "É bom deixar claro que a gente estava aqui desde cedo, mas a Torre não permitiu que os garis e margaridas tivessem acesso aos equipamentos para sair às ruas. A informação é que a coleta estaria suspensa por falta de pagamento por parte da prefeitura. Esperamos que essa situação não acabe sobrando para o bolso do trabalhador. Se isso acontecer o sistema pode parar agora por conta dos sindicalistas", disse.

Por meio de nota a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) informou que a limpeza da capital foi realizada no dia de ontem, porém, com exceção da coleta de lixo com o uso de caminhão. "A empresa Torre, contratada pelo serviço de limpeza da cidade de Aracaju, informou que houve um problema no abastecimento do combustível na noite do último domingo, o que implicou na saída dos veículos, porém, o problema está sendo resolvido", diz a nota. Até o final da tarde de ontem alguns bairros não haviam registrado a normalidade deste serviço. Entre as comunidades afetadas estavam: Augusto Franco, Sol Nascente, Centro, Orlando Dantas, Siqueira Campos e Cirurgia.

Ainda de acordo o Sindicato dos Empregados de Limpeza Pública, a categoria tem contabilizado uma série de ações negativas que são promovidas pela Prefeitura de Aracaju junto à Torre e aos garis. Rayvanderson enaltece a necessidade de o poder público de fiscalização voltar a intervir a favor da classe trabalhadora. "Só assim as coisas andam na linha. Esse tipo de problema se arrasta há mais de dois anos e nós trabalhadores somos os primeiros a sofrer com a falta de compromisso legal. Até agora ninguém falou nada sobre o pagamento salarial dos servidores. Pedimos o apoio do ministério público e da justiça pra ver se resolvem de vez essa pendência", afirmou.
Por dia na capital sergipana são recolhidas mais de 500 toneladas de descarte de lixo domiciliar e comercial.

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