Vírus Influenza H1N1 preocupa sergipanos

Nos primeiros três meses deste ano Sergipe não apresentou nenhum registro confirmado do vírus Influenza H1N1, o qual começa a preocupar os brasileiros, em especial aqueles que moram, ou estão de passagem pelo Estado de São Paulo. Diante dos números preocupantes apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde da maior metrópole do país, centenas de sergipanos estão buscando medicamentos especializados que ajudam a combater o vírus, mas se deparam com a falta do produto em farmácias e drogarias. Unidades de saúde da rede particular também estão com o estoque abaixo de 5% da capacidade e essa situação tem provocado pânico naqueles que temem a contaminação do vírus.
Enfrentando situação parecida, porém com estoque em aproximadamente 20% da capacidade, alguns postos de saúde que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS), quando disponíveis, apenas estão ofertando o medicamento para os sergipanos que irão aterrissar em solo paulistano nos próximos dias. A situação é considerada pelo Governo Federal de extrema vulnerabilidade e assim deve permanecer até o dia em que o Ministério da Saúde consiga encaminhar para os estados doses mais abrangentes da vacina contra o influenza H1N1. Apesar da preocupação, os governantes e especialistas dizem não haver motivos para pânico nacional.
Para tentar minimizar o medo demonstrado por parte dos sergipanos, o Ministério da Saúde começa a veicular a partir do próximo dia 30 de abril, e segue até 20 de maio a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. O trabalho publicitário tem como principal objetivo reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus na população alvo da campanha. O foco inicial da campanha é gestantes, idosos e pessoas que apresentam comorbidades, as quais têm mais risco de adoecer. A ação midiática – apesar de aparentemente demorada para ocorrer, tende a enaltecer também que o MS estará enviando os medicamentos, porém a triagem e entrega aos municípios fica por responsabilidade exclusiva aos governos estaduais.
Na manhã de ontem a equipe do Jornal do Dia visitou algumas farmácias para observar de perto a procura por parte dos sergipanos e se deparou com uma situação ainda mais alarmante. Sem disponibilidade satisfatória inclusive para a rede estatal de assistência básica de saúde, o setor empresarial não tem perspectivas de quando estas vacinas, enfim, chegarão às prateleiras das farmácias, sejam elas populares ou filiais a grandes grupos de farmácia no Brasil. Na avaliação do farmacêutico Luccas Sampaio, a procura tem registrado aumento e os governantes necessitam agir em defesa da saúde coletiva. Ele aproveita para chamar a atenção para outro problema.
Sem data certa para a triagem destas vacinas em Sergipe, a expectativa local é que o Grupo de Risco formado por crianças de seis meses a menos de cinco anos, idosos, puérperas (paridas), pacientes com doenças crônicas, trabalhadores da saúde, funcionários do sistema prisional e detentos, permaneçam aguardando o início da Campanha Nacional contra a Gripe. Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde, Débora Moura, é preciso ter cautela neste período, e as pessoas devem evitar solicitar o medicamento sem justa causa.
"Estamos priorizando os viajantes para o Estado de São Paulo antes do próximo dia 30 e que não receberam a vacina ano passado. Esse medicamento tem efeito satisfatório com até um ano de duração e por isso aquelas pessoas que se medicaram na campanha de vacinação do ano passado não necessitam seguir até uma unidade pública de saúde para solicitar o serviço. Estamos trabalhando para garantir a ampliação do estoque e fornecer em curto prazo a aplicação em todos os aracajuanos que desejem se precaver do vírus", informou. Apesar de não ter data certa, a perspectiva é que os malotes comecem a chegar na capital sergipana a partir da segunda quinzena deste mês.

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