Sintrase mantém greve e Seed vai cortar ponto e recorrer à Justiça

Os servidores da Ad-ministração Geral- do Estado, parados há 83 dias, decidiram ontem dar continuidade à greve. Durante ato de protesto na porta do Palácio de Despachos eles cobraram a implementação integral do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos da Administração Geral (PCCV) já reajustado em 24,31%, em virtude do índice inflacionário. "O Plano foi aprovado há dois anos, mas sua implementação integral segue a passos lentos. A categoria exige o PCCV reajustado", disse o presidente do sindicato, Diego Araujo.

Durante a manifestação, o governador em exercício Belivaldo Chagas recebeu em seu gabinete membros do Sintrase para discutir a retomada das negociações. Segundo Diego, ficou firmado que haverá uma nova reunião com o governador Jackson Barreto. "Belivaldo nos recebeu para declarar que Jackson Barreto vai estar a par do protesto assim que retornar a Sergipe, e que a partir deste encontro, vai redefinir o andamento das discussões. Mas os servidores que já conhecem a lentidão e o descaso do governador, decidiram mesmo assim pela continuidade da greve", declarou.

Os serviços realizados em secretarias, escolas da rede estadual, Centros de Atendimento ao Cidadão (CEAC´s) e algumas empresas públicas permanecem paralisados por tempo indeterminado.
Esta é a segunda vez que a Administração Geral deflagra greve por tempo indeterminado em menos de um ano. Em 2015, a categoria suspendeu as atividades por mais de dois meses, brigando judicialmente com o Governo do Estado para não haver contratação de novos cargos comissionados até que o PCCV fosse, de fato, implantado. Além disso, outras paralisações e atos foram realizados na época, para dar visibilidade à mobilização da categoria.

SEED anuncia corte do ponto de grevistas

Em nota divulgada no final da tarde de ontem, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informa que terminou o corte de ponto de todos os faltosos e está ingressando na Justiça com o pedido de ilegalidade da greve. "Há mais de três meses vem impedindo agentes e oficiais administrativos, executores de serviços básicos e merendeiros de comparecerem ao trabalho", diz a nota.
"O Sintrase vem prejudicando 160 mil estudantes, comprometendo a aprendizagem e o rendimento escolar dos alunos.Mesmo com a merenda garantida pelo Governo do Estado, esses estudantes estão sendo privados de ter acesso à alimentação escolar, em virtude da ausência dos profissionais da merenda, os quais estão impedidos de trabalhar pelo Sintrase", conclui a nota.

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