Algumas regiões da zona oeste do estado passaram ao longo dos últimos 15 dias por um detalhado processo de mapeamento para redefinição dos meus limites interestaduais com o estado da Bahia. O trabalho, realizado pela Superintendência de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Supes/Seplag), acontece em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O processo de remapeamento de limites interestaduais e intermunicipais vem sendo realizado em várias regiões do país. Como os técnicos da SEI-Bahia já têm uma larga experiência no assunto, foram convidados pelo Governo de Sergipe para compartilhar sua metodologia de trabalho e também para rediscutir alguns dos limites existentes entre os dois estados. "Como nessa região não existe nenhum rio ou evento natural que delimite a divisa, as comunidades foram nascendo em algumas faixas que estão exatamente entre os dois Estados", explica o superintendente de Estudos e Pesquisas da Seplag, Ciro Brasil.
Os mapas e leis existentes que comprovam a divisa dos dois estados datam dos anos 40, estando completamente defasados. Cabe destacar que não existe legislação que descreva com precisão as divisas estaduais brasileiras, apenas Decretos-Lei. "Na questão estadual, o IBGE adota para a descrição das divisas o texto do "Atlas das Linhas Limítrofes e Divisórias do Brasil" editado pelo IBGE em 1940", argumenta José Henrique, que faz parte da coordenação de Estruturas Territoriais, da Gerência da Divisão Territorial Brasileira do IBGE.


