Garis viram alvo da violência nas ruas de Aracaju. Ontem um foi baleado no trabalho

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Em pleno Dia do Gari, comemorado ontem, um atentado a tiros causou medo e preocupação na categoria. Na manhã de ontem, um agente de limpeza da empresa Cavo Saneamento foi ferido com três tiros, enquanto fazia a coleta de lixo no Residencial Águas Belas, bairro 17 de Março (zona sul de Aracaju). Segundo as primeiras informações, o gari de prenome Fernando estava trabalhando com sua equipe na Avenida Oba, quando um Ford Escort de cor prata passou pelo local. Um de seus ocupantes colocou uma arma para fora da janela e disparou seis vezes. Em seguida, o carro arrancou em alta velocidade.

Dos garis que estavam no local, apenas Fernando foi atingido. Ele permaneceu no local até a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), que prestou os primeiros socorros e transferiu o paciente para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde foi operado e permanecia até o fechamento desta edição, em estado considerado estável. De acordo com nota da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), a Cavo foi orientada a recolher todos os agentes de limpeza que estavam em serviço no bairro, assim que surgiu a notícia do ataque.

Ainda conforme o órgão, este foi o segundo gari baleado em serviço neste ano, sendo que o primeiro caso aconteceu em 22 de abril, no bairro Cidade Nova (zona norte). Um dos tiros acertou o peito da vítima, que teria sido confundida com um policial. No entanto, o local considerado mais perigoso é o 17 de Março. "Constantemente, os agentes de limpeza são vítimas de assaltos e outros percalços nas imediações do 17 de Março. A Emsurb está verificando a melhor forma de continuar atendendo à população sem colocar em risco a vida dos agentes de limpeza", informou a nota da Emsurb. Entre as possibilidades, estaria a colocação de uma escolta da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) para garantir a segurança das equipes de coleta de lixo.

caso já começou a ser investigado pela 9ª Delegacia Metropolitana (9ª DM), que ainda não tem pistas sobre os criminosos. Qualquer informação pode ser repassada através do Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.

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