A greve dos servidores da Administração Geral do Governo do Estado foi declarada ilegal pelo desembargador Edson Ulisses de Melo, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Ele concedeu nesta sexta-feira uma liminar que determina a suspensão imediata do movimento e fixa uma muita diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. O pedido de ilegalidade foi impetrado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), sob a alegação de que a paralisação é "abusiva" e prejudica a prestação de serviços à população. A greve afeta principalmente o funcionamento das escolas estaduais – quanto à limpeza, alimentação e administração – e dos
Centros de Atendimento ao Cidadão (Ceacs).
Ulisses considerou que o governo já atendeu à implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), principal reivindicação da categoria. A greve foi novamente decretada em 28 de junho, pois, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (Sintrase), o governo pagou os valores do PCCV com uma defasagem de 25% e não apresentou uma solução para os atrasos nos pagamentos dos salários. O Estado, por sua vez, atribui a nova greve a uma disputa eleitoral interna no sindicato e diz que ela teve a adesão de apenas 1.200 servidores.
Na sexta-feira, os grevistas tiveram os salários bloqueados por determinação governo, que condicionou a liberação do dinheiro ao fim da greve e ao retorno imediato ao trabalho. O Sintrase informou que não foi notificado da decisão judicial de ilegalidade da greve, mas deve impetrar um mandado de segurança para suspender o bloqueio dos salários, argumentando que a atitude do Estado é ilegal e arbitrária.


