Milton Alves Júnior
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Seguiu por toda a noi-te da última sexta-fei-ra, 01, o serviço de remoção do ônibus de transporte público que teve o eixo traseiro deslocado por problemas mecânicos. Conforme nota apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), a última inspeção realizada no ônibus, que compõe a frota da empresa Atalaia, aconteceu no dia 26 de junho e não apresentou nenhuma anormalidade. Para usuários do sistema é necessário que o Setransp determine a mudança da equipe operacional que presta serviços para a Atalaia.
A empresa responsável pelo veículo, por sua vez, preferiu não se manifestar sobre a gravidade do sinistro e, também apenas por meio de nota, lamentou o transtorno aos passageiros. As equipes de manutenção tanto interna quanto do fabricante do veículo foram acionadas para verificar com profundidade o que ocasionou essa falha no sistema. O veículo danificado na sexta, com inscrição de número 6066, está no grupo apresentado como ‘novo’.
"Gostaria muito de entender que equipe de manutenção é essa que não conseguiu identificar um problema tão sério como esse. Sinceramente ou esses mecânicos não têm competência, ou não realizaram vistoria nenhuma e inventaram essa data apenas para tentar dar uma resposta à sociedade. Resposta sem nexo para quem anda todos os dias de ônibus e sabe que esses veículos não são novos", lamentou o estudante universitário Lucas Abrahão. Por mais de cinco horas parte da Avenida Beira Mar necessitou de mudança no fluxo de veículos sentido Praia-Centro. Devido ao extenso problema no eixo de rolamento, o guincho só conseguiu remover o veículo após as 22h30.
Situação semelhante foi registrada no dia 23 de março deste ano quando um ônibus articulado, apresentado pela prefeitura aos aracajuanos como BRT, quebrou com menos de 24 horas de serviço público. Apesar de ter sido amplamente repassado aos usuários como veículo novo, a placa e o chassi do automóvel indicavam fabricação no ano de 2014. "Ainda tem gente que acredita nessas propagandas falsas, certamente são pessoas que não andam de ônibus em Aracaju. Nós trabalhadores que somos obrigados a pagar caro por um sistema que se diz novo, mas de novo não tem nada, é que sabemos dessa farsa. Sorte que ninguém se feriu no acidente de sexta", afirmou a comerciante Ana Claudia.


