Novo protesto da área de Saúde

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Segue por tempo indeterminado a greve dos servidores da saúde que atuam para a Prefeitura de Aracaju. Na manhã de ontem cerca de 80 profissionais representantes de 10 categorias se reuniram na Avenida Beira Mar, já nas intermediações do novo calçadão da 13 de Julho. De acordo com o grupo de manifestantes, a meta mais uma vez era chamar a atenção dos aracajuanos para a falta de diálogo entre a classe trabalhadora e o prefeito João Alves Filho. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), essa semana o chefe do executivo deve estudar o pleito dos servidores.

Sem apostar votos de confiança em toda a administração municipal, em especial neste período pré-campanha eleitoral, os servidores alegam que João Alves tem realizado sucessivas promessas e não cumprido nenhuma delas. Na primeira semana de junho o chefe do executivo municipal garantiu que iria aceitar o pleito dos funcionários, ou apresentar contrapropostas que fossem encaminhadas para discussão em assembleia geral. Até hoje o tão esperado pronunciamento não foi feito. Diante desta postura, além dos médicos e enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, agentes de combate a endemias, assistentes sociais e mais quatro categorias estão de braços cruzados desde o dia 01 de junho.

Na avaliação feita pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto Oliveira, é necessário que o povo aracajuano possa se atentar para o desrespeito junto às classes que atuam no Sistema Único de Saúde da PMA. Os profissionais ligados à  Secretaria Municipal Saúde são os únicos que não conquistaram reajuste salarial neste ano de 2016. "Precisamos todos os dias mostrar aos aracajuanos o que João Alves Filho está fazendo com os trabalhadores da saúde. Ele que disse em 2012 resolver os problemas antigos em até 100 dias, tornando Aracaju cidade modelo, vai concluir esse mandato muito pior do que entrou. Com João a saúde de Aracaju fica em segundo plano", disse.

Compartilhando com as denúncias feitas pela direção do Sindimed, o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) destacou que a proposta dos trabalhadores foi entregue ainda no final do ano passado junto ao Centro Administrativo Aloísio Campos – sede da prefeitura da capital, e possui pleitos como: reajuste salarial, pagamento dentro do mês vigente e pagamento de horas extras. Os profissionais encontram-se em greve há exatos 36 dias e possuem apenas 30% do efetivo em atuação. Diante da greve, mais de quatro mil procedimentos diários deixam de ser realizados.

"É impossível sustentar um descaso desse com o cidadão trabalhador. As vezes a gente chega a pensar que João está testando a gente. Como é que todos recebem reajuste, menos a gente? Como é que desde o ano passado o documento está no gabinete dele e do secretário de saúde e ele diz que não tinha conhecimento do nosso pleito? Como é que ele diz que vai se manifestar sobre propostas para as categorias e não cumpre mais uma vez? Só pode estar de brincadeira", lamentou o sindicalista Augusto Couto. Outros atos públicos estão previstos para ocorrer até o início da próxima semana quando os servidores voltam a se reunir em assembleia para definir o futuro da greve.

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