Polícia discute onda de assaltos com motoristas e cobradores de ônibus

O aumento dos arrastões no transporte coletivo de Aracaju e a quebra da marca de 1 mil assaltos a ônibus no primeiro semestre deste ano estão entre os fatos bastante discutidos em uma reunião ocorrida ontem de manhã, na Academia de Polícia Civil (Acadepol), no Capucho (zona oeste), entre os cobradores e motoristas do transporte coletivo da Grande Aracaju e os comandos das Polícias Civil e Militar. Os representantes da Segurança Pública propuseram esta reunião ao sindicato da categoria, com o objetivo de expor os resultados das ações implementadas, abrir um canal direto de comunicação e trocar informações.

O coordenador das Delegacias da Capital, delegado André Baronto, apresentou as medidas adotadas pela Polícia Civil para conter os roubos no interior dos ônibus. "Estamos reforçando o trabalho integrado com a Polícia Militar e adotando medidas internas para dinamizar as investigações desse tipo de ocorrência. Nesse sentido, mudamos a gestão da Delegacia de Combate a Roubo a Ônibus e reforçamos a equipe de investigação. Nos próximos dias, vários mandados de prisão deverão ser cumpridos", assegurou.

Baronto informou que boa parte dos assaltantes de ônibus da Grande Aracaju são adolescentes infratores e reincidentes neste tipo de crime. Ele tranquilizou os profissionais e disse, embora frequente, este tipo de crime tem apresentando tendência de queda ao longo do ano. "As nossas estatísticas tem registrado quedas dessa modalidade criminosa. No primeiro mês do ano foi registrado 207 roubos, caindo para 182 em fevereiro, 160 em março, 121 em abril e 136 no mês de maio", ressaltou. O total de assaltos no mês de junho ficou em 82, segundo a contabilização feita pela PM.

Para o comandante do Policiamento Militar da Capital, tenente-coronel Vivaldy Cabral, a Polícia Militar adotou uma postura de combate a essa modalidade criminosa, tomando como base a reivindicação da categoria e os dados dos painéis de monitoramento, estatística elaborada pelas empresas e pela polícia. Dessa forma, duas grandes estratégias foram adotadas. "Primeiro, intensificamos as blitz e abordagens nas áreas onde passam as linhas de ônibus que apresentam os maiores índices de roubo; e depois adotamos um policiamento nos terminais de ônibus e nas áreas periféricas dos grandes eventos juninos a fim de coibir os roubos", destacou.

Cabral destacou o papel dos funcionários das empresas no combate a esses crimes e apresentou o perfil dos assaltantes de ônibus que atualmente agem na Grande Aracaju, que são jovens e reincidentes na prática criminosa. O comandante também apresentou números de operações e dados da ‘Operação Pronta Resposta’, que foi deflagrada nos principais corredores de ônibus durante os festejos juninos. Nela, equipes da PM são colocadas para acompanhar os coletivos e os terminais de ônibus que registram o maior número de assaltos. De acordo com Vivaldy, a operação deve continuar em outros períodos do ano.

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