Servidores grevistas poderão receber salários bloqueados

Servidores públicos que estavam em greve e tiveram os salários bloqueados por decisão judicial decidiram na tarde da última segunda-feira cessar com o movimento que se estendia desde o início de junho. A medida deliberada tinha como propósito atender a decisão do Governo para em seguida obter os respectivos salários em conta. Apesar da atitude, um grupo de funcionários ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) informou que até a tarde de ontem não havia registrado o pagamento mensal.

Conforme ressaltado pelo Governo de Sergipe, como a decisão em suspender a greve ocorreu no final da tarde de segunda – após horário de trânsito bancário, o pagamento de todos os servidores deve ser concluído até a próxima semana. Ao todo, dois mil funcionários deixaram de receber os salários em dia por entrar em conflito com o Governo. O impasse administrativo se deu após a classe trabalhadora ter iniciado uma greve exigindo a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). O pleito foi atendido, a direção sindical suspendeu a greve, mas decidiu reiniciar dias após por avaliar o plano como defasado.

De acordo com a direção do Sintrase, os trabalhadores solicitam que o Plano seja implementado com o reajuste de 24,31%, atendendo ao índice inflacionário – já que ele foi aprovado em 2014. Em contraponto a Seplag diz que a solicitação não pode servir como base para a greve já que o tema não foi reunificado no PCCV. Sobre o repasse financeiro o secretário de Planejamento Augusto Gama afirmou que o desbloqueio dos salários deve acontecer de forma gradativa até o próximo dia 11, data em que servidores de outras secretarias recebem os vencimentos.

"O secretário Gama declarou que poderá avaliar uma proposta apresentada pelo sindicato sobre o corte dos faltosos em greve. Enviamos um ofício hoje à tarde para que um canal de negociação sobre os cortes de ponto seja aberto", declarou em nota o presidente Diego Araujo. O documento apresentado pelo sindicato prevê, entre outros pontos, a solicitação de um acordo para o pagamento dos dias não trabalhados durante a última greve.
"Apresentamos na reunião nossas queixas sobre o abuso no bloqueio dos salários antes mesmo da greve ter sido decretada ilegal e reforçamos pessoalmente ao secretário que a greve já foi encerrada há dois dias. Por isso, esperamos que os salários sejam liberados o mais rápido possível e que possamos negociar com o Governo sobre os cortes de pontos", concluiu o presidente.

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