PF oferece ajuda e Adepol dará R$ 30 mil por pistas

A Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) oferece uma recompensa de R$ 30 mil para quem fornecer informações que indiquem diretamente a identidade e o paradeiro do autor do assassinato do delegado Ademir Melo Júnior, morto a tiros nesta segunda-feira no bairro Luzia (zona sul). O anúncio foi feito pela presidência da entidade, que a definiu como uma forma de colaborar com a elucidação rápida do crime. Ainda segundo ele, esta quantia será paga com recursos arrecadados pelos próprios associados, após a comprovação da denúncia.
A entidade dos delegados reforça ainda que a prática de recompensar por informações é comum em outros estados e nada tem a ver com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas deve ser buscado um convênio para que as denúncias feitas à Adepol por interessados na recompensa sejam repassadas ao Disque-Denúncia (181) e apuradas pelos investigadores da Polícia Civil envolvidos no caso. Para a vice-presidente da associação, Ana Carolina Machado, a iniciativa dos delegados foi tomada "diante desta situação drástica e caótica" enfrentada pela a categoria.
Ela considerou ainda que Ademir era um delegado que sempre atuava de forma correta e reservada, ficando caracterizado por investigações de alta qualidade técnica. "O doutor Ademir era muito sensível à dor do outro, e trabalhava essas causas com todo cuidado e responsabilidade. A gente sabe que quem ‘caía na caneta dele’, como costumamos dizer, tinha muita dificuldade pra se livrar, porque ele conduzia o trabalho de forma tão perfeita que era muito difícil conseguir reverter", lembra Carolina.

PF – Em nota divulgada no final da tarde, a Polícia Federal em Sergipe prestou condolências à família de Ademir Melo e ofereceu apoio nas investigações da Polícia Civil sobre sua morte. "Ao tempo em que coloca esta Instituição coirmã à disposição para colaborar nas investigações, com o fim de identificar autoria, somando esforços em busca da elucidação deste crime bárbaro, que a todos causou profunda dor e indignação. Perdeu-se um honroso policial, conhecido por sua seriedade, competência e ética, sentimento que se estende não somente à família e aos amigos, mas a toda Polícia Civil e sociedade", diz a nota assinada pelo delegado Sidney de Oliveira Atis, superintendente regional em exercício da PF.
Outras entidades de classe e órgãos públicos manifestaram solidariedade. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) lembrou que Ademir "atuou em várias unidades da Polícia Civil e era reconhecido por seus colegas como profissional competente, sério e íntegro". Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirma que o delegado "foi um servidor público diligente e atuante, que honrou a sua instituição e serviu à sociedade, conquistou o respeito e a simpatia dos advogados e dos seus pares".

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