Trabalhadores da Usina Campo Lindo protestam contra atraso de salários

Mais uma vez os funcionários e prestadores de serviços da Usina Campo Lindo, localizada na rodovia que liga os municípios de Nossa Senhora das Dores e Capela, suspenderam as atividades e realizaram uma manifestação na entrada principal da empresa. O ato público realizado na manhã de ontem apontou os sucessivos atrasos salariais como principal motivo para a insatisfação coletiva da classe trabalhadora. O protesto foi iniciado por volta das 6h30 quando caminhoneiros utilizaram os veículos de carga para criar uma barreira no principal portão de entrada e saída dos veículos. O ato durou mais de três horas.
Sem regularizar as perdas, os funcionários prometem intensificar as mobilizações e denunciam os problemas junto a órgãos estaduais e federais de fiscalização. A última grande paralisação ocorreu no mês de abril deste ano, quando os trabalhadores acabaram se reunindo com a direção da empresa e fecharam um acordo. No debate ficou acertado a quitação salarial e do 13º que estavam em atraso. A promessa até chegou a ser cumprida dentro do mês vigente, mas voltou a ocorrer nos últimos meses de junho, julho e previsão de reincidência do atraso no próximo mês de agosto. A categoria pede mais respeito aos direitos trabalhistas garantidos na Constituição Federal.
Situação mais incômoda tem sido enfrentada por motoristas que prestam serviços paralelos para à Usina Campo Lindo. De acordo com denúncias apresentadas, desde novembro do ano passado os profissionais não estão recebendo os respectivos direitos. Entre eles está o não pagamento do Fundo de Garantia do Trabalhador (FGTS); a informação de inadimplência foi comunicada pela Caixa Econômica Federal junto aos representantes da categoria. Todas as críticas e denúncias aqui referidas foram repassadas pelos manifestantes. Até o início da noite de ontem a empresa não havia se pronunciado quanto às reivindicações dos funcionários.

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