Milton Alves Júnior
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O dia de ontem foi de transtornos para os assegurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que buscaram atendimento nas unidades instaladas em Sergipe. O contratempo gerado para dezenas de pessoas ocorreu devido à paralisação promovida pelos servidores do órgão federal, que protestam contra a mudança na gerência executiva do órgão. Para revolta dos contribuintes, nenhuma informação prévia relacionada à paralisação foi repassada pela direção do sindicato. Sem previsão de atendimento, o jeito foi criticar a medida adotada pelos servidores e retornar para as respectivas casas.
Além dos assegurados, a nova gestão do instituto, que reprovou a mobilização da categoria, também informou que nenhum comunicado foi repassado de forma oficial para o órgão. Sobre a situação daqueles que ficaram sem atendimento na manhã e tarde de ontem, a administração orienta a todas as pessoas que tinham atendimento agendado, que liguem para o serviço e remarquem um novo dia. Esse reagendamento deve ocorrer através do número 135. A direção do Sindicato da Previdência de Sergipe (Sindiprev) informou que a paralisação foi de 24 horas e os serviços serão restabelecidos na manhã de hoje.
Apesar da garantia de reinício das atividades hoje, feita pela direção sindical, o INSS/Sergipe não soube informar se realmente haverá atendimento ao público. Segundo a dona de casa Suyane Anastácio, a maioria das pessoas que se dirige até a sede do INSS não possui condições financeiras suficientes para se deslocar diariamente em busca da realização de perícia. Desde as 6h30 em frente ao órgão, ela destacou que a confirmação de atendimento cancelado só ocorreu depois das 8h30.
"Confesso que gostaria muito de saber o que a gente tem a ver com essa mudança dos gestores e qual a perda dos funcionários. Acho que não passa de um ato politizado e irresponsável, é tanto que ninguém do sindicato estava aqui defendendo a causa deles. Cada um deve ser punido por toda essa confusão aqui e gasto que nós tivemos", afirmou Suyane. Questionada sobre os próximos passos a serem dados, ela pontuou: "já que estão pedindo para ligar antes para o 135, é isso o que vou fazer. Pelo menos não corro o risco de chegar aqui e dar de cara com as portas fechadas".
Contraponto – Rebatendo as críticas, o secretário geral do Sindiprev, Joaquim Antonio Ferreira, garantiu que os trabalhadores não vão aceitar ações politiqueiras dentro do instituto. Na avaliação do Sindiprev, está evidente que a nomeação de Aristóteles Fernandes como novo superintendente foi feita para atender à indicação feita pelo deputado federal Jony Marcos (PRB). "Essa mobilização foi feita para garantir o progresso do INSS, e não pelo retrocesso ou problemas para os assegurados. Tirar um profissional de 35 anos de experiência e nomear um gestor que pouco conhece da nossa realidade é um sinal de retrocesso", rebateu.


