O Parque da Cidade de Aracaju voltou a ser inspecionado ontem pelo Ministério Público Federal (MPF) e organizações que defendem os animais. Conforme denúncias realizadas ao longo dos últimos meses junto aos órgãos de fiscalização, o local apresenta situação crítica de preservação das espécies. Ao todo, segundo relatório oficial, são 29 itens que indicam os descasos estruturais. A fiscalização contou ainda com a participação da Justiça Federal, Advocacia Geral da União (AGU), Procuradoria do Estado, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Para o juiz federal Edmilson Pimenta, diante dos problemas confirmados, a perspectiva agora é de realização de nova audiência de conciliação. O encontro jurídico deve ocorrer já nos próximos dias e tende a debater medidas emergenciais que colaborem com o reparo dos descasos. No processo em análise, Edmilson Pimenta foi o jurista responsável por pedir a interdição do parque. Segundo comunicado oficial feito durante a vistoria, o poder público estadual está trabalhando na esperança de atender o apelo das ONGs sem necessitar fechar as portas do zoológico.
Para Nazaré Carvalho, presidente da Associação Defensora dos Animais São Francisco de Assis (ADASFA), todas as medidas que resultem em benefícios para os animais lá confinados devem ser adotadas de forma emergencial. Ela não se mostra contra o fechamento temporário do parque, mas destaca que o ponto turístico deve primeiramente respeitar a boa convivência de todas as espécies. Sobre a fiscalização realizada em conjunto manhã de ontem, ela diz torcer para que resulte nos anseios de todas as ONGs envolvidas nas denúncias. Caso melhorias não sejam atribuídas, ela não descarta buscar o apoio de instâncias superiores.
"Acredito muito no trabalho da justiça de Sergipe e sei que lá possuem homens e mulheres com vontade de atender aos nossos pedidos. A visita de ontem só nos comprova a atenção que todos estão tendo com aquela área que, enquanto reúne centenas de turistas, também tem se tornado um pavor para os animais que não possuem boas condições de sobrevivência", afirmou. Por parte do Estado, a visita foi acompanhada por Sérgio Guerra, que responde pela coordenação da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro) – responsável pelo parque; e por Joubert Pimentel, coordenador do local.


