Excedentes tentam convocação

Na manhã de ontem candidatos excedentes do concurso da Polícia Militar de Sergipe estiveram reunidos na Praça da Bandeira, em Aracaju, para protestar contra a não nomeação de 339 pessoas. Após aglomeração no ponto de encontro, os manifestantes saíram em caminhada pelas principais ruas e avenidas do Centro da cidade com o propósito de chamar a atenção dos gestores públicos, em especial aos administradores da Secretaria de Estado da Segurança, e da Secretaria de Estado da Fazenda. O protesto foi encerrado na entrada principal da SSP.
Segundo esclarecimento feito por líderes do movimento, o Governo de Sergipe tem retardado a convocação dos excedentes enquanto o índice de violência permanece alto e assustando os moradores e turistas. O ato democrático contou com o apoio de associações de policiais militares, e, também, de agentes que também foram aprovados no último concurso realizado no ano de 2014. Em contraponto às críticas expostas, a assessoria de comunicação da SSP garantiu que o pleito reivindicado está sendo discutido com frequência pelo governo. Diante das dificuldades financeiras, o Estado pede paciência aos excedentes.
Entre os aprovados está Bruno Barreto que alegou já ter realizado o Teste de Aptidão Física (TAF), mas que permanece sem resposta por parte do governo. Sobre o índice de violência nos municípios sergipanos, ele alega que a situação poderia ser menos negativa caso os 339 concursados já tivessem sido convocados. "Não tenho dúvidas que iríamos ajudar a combater essa criminalidade que tanto tem tirado o nosso sossego. As famílias estão acuadas e nós de braços cruzados aguardando a nomeação mesmo depois de já termos enfrentado todos os testes exigidos no edital. Agora que o governador voltou de viagem, esperamos que nosso pedido seja finalmente atendido", disse.
Durante a caminhada os participantes apresentaram dados obtidos ao longo dos últimos dez anos. Segundo a associação da Polícia Militar, no ano de 2006 a população sergipana era composta por aproximadamente 1,9 milhão de pessoas e o efetivo da PM era composta por 6.500 agentes; já no último mês de maio foi constatado que Sergipe passou para a casa dos 2,2 milhões de habitantes e o efetivo militar caiu para 5.500. Essa redução foi possível devido a variados fatores, entre eles, as reservas. Os excedentes pedem mais atenção por parte do governador Jackson Barreto e do secretário João Batista.
Na avaliação feita por Allan dos Santos, todos os concursados têm consciência das dificuldades financeiras deparadas pela gestão estadual, mas enaltece a vida do cidadão contribuinte como principal motivo de nomeação imediata. Para o manifestante, garantir a integridade física dos sergipanos e turistas deve ser prioridade para todos. "Enquanto não estamos nas ruas ajudando aos demais colegas de farda, estamos cada vez mais perdendo a batalha para a criminalidade. Só esse ano já foram mais de 600 homicídios. Aqui em Aracaju são quase 20 assaltos a ônibus todos os dias", afirmou.
Apesar da garantia de diálogos referentes ao processo de convocação, a direção da SSP não informou quando essas nomeações serão realizadas.

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