Aconteceu ontem o encerramento do Encontro Estadual dos Dirigentes e Trabalhadores Rurais Cutistas no Auditório da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE). Com o objetivo de organizar a luta dos trabalhadores rurais em Sergipe, o encontro teve início na manhã da quinta-feira (dia 21/07) e reuniu lideranças de 16 sindicatos do Estado de Sergipe, entre os quais, os Sindicatos de Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais de Cumbe, Boquim, Muribeca, Aquidabã, Itabi, Nossa Senhora das Dores, Indiaroba, Pirambu, Salgado, São Cristóvão, Amparo de São Francisco, Simão Dias, Tomar do Geru, Cristinápolis e Feira Nova.
Outras categorias participaram do debate e análise de conjuntura, a exemplo do Sintese (professores de Sergipe), Sinteal (professores de Alagoas), Sinpaf (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário), Sindijus (Judiciário), Sindtic/SE (Tecnologia da Informação) e Sindijor.
O senhor José Manoel Dias de Melo, do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Itabi, ingressou no movimento sindical em 1974 e chegou a participar da primeira diretoria da CUT/SE, presidida pelo trabalhador rural Manoel Dionízio da Cruz.
Mais conhecido como seu Neto, o dirigente sindical de Itabi conclamou a união da geração de agricultores para fazer avançar a luta dos trabalhadores rurais de Sergipe. "A luta gera conquistas importantes, foi em Itabi que as mulheres se organizaram e lutaram pelo direito de trabalhar no campo. Hoje nos deparamos com outros desafios. Uma carrada de água custa R$ 170 e não dá para duas semanas, todas as Prefeituras estão com carro pipa, trator, retroescavadeiras, mas tudo continua trancado na garagem, ninguém vê. Temos que nos unir e mudar esta situação. Existe muito agricultor com barriga de pobre e cabeça de rico, é nosso papel mostrar que assim a gente não avança nas conquistas".


