Bebê atropelado por quadriciclo é enterrado e condutora pode ser solta

Milton Alves Júnior

Segue inconsciente e respirando com a ajuda de aparelhos a jovem Livian Cristina, de 22 anos. Vítima de atropelamento no último domingo na praia de Pirambu, Livian havia acabado de amamentar o filho de apenas nove meses e estava descansando em uma rede. Diante do impacto causado pelo quadriciclo – conduzido por Fernanda Silva de Oliveira, de 51 anos, o bebê não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Em meio aos sentimentos de revolta e dor, ontem pela manhã foi realizado o sepultamento do corpo de Benjamim Maia. Abalado, enquanto se despedia do filho, Wiliam Maia pedia punição firme contra a causadora do sinistro.
Apesar do apelo, enquanto o velório ocorria em Aracaju, o juiz Rinaldo Salvino do Nascimento, da Comarca de Japaratuba, expediu uma decisão permitindo a soltura de Fernanda Silva, mediante o pagamento de fiança no valor de 10 salários mínimos. A decisão judicial causou revolta aos familiares das vítimas, assim como aos banhistas que presenciaram o crime. Ainda desacordada e inconsciente, Livian segue recebendo a atenção de médicos em um hospital particular, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo os familiares, ela não foi informada quanto ao falecimento do filho.
Durante o sepultamento, Elaine Onofre, amiga da família e testemunha do acidente, pediu que o poder judiciário reveja a decisão de soltura.
"Perdemos essa criança linda que tanto estava enchendo a família de felicidade. Não consigo entender como um fato como esse ainda é passivo de fiança. Estamos sepultando o pequeno Benjamin enquanto a responsável por todo esse sofrimento pode senrliberada pela justiça. Se não fosse o coqueiro ainda poderia atingir meu marido e o pai da criança", lamentou.
A Polícia Civil permanece investigando os fatos. Segundo dados ainda não confirmados pela SSP, minutos antes de ocorrer a tragédia o veículo foi conduzido pelo marido e pelo filho de Fernanda Silva de Oliveira.

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