Lagarto: suspeitos de pistolagem morrem em confronto

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Polícia Civil confirmou que dois suspeitos morreram e outros dois foram presos na manhã de ontem, durante uma operação deflagrada em Lagarto (Centro-Sul). Izaltino Santos Melo, 41 anos, e Diego Santos, 29, foram baleados e morreram a caminho do hospital, após confrontos com agentes da Delegacia Regional de Lagarto, da Delegacia de Simão Dias, do Grupo Especial de Repreensão e Busca (Gerb) e do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati). Os policiais foram mobilizados para cumprir quatro mandados de prisão contra acusados de envolvimento em crimes de pistolagem ocorridos na região Centro-Sul.
Segundo informações do delegado Fábio Pereira, coordenador de Polícia do Interior, os quatro acusados faziam parte da quadrilha desbaratada em 13 de julho, durante a ‘Operação Omertà’. Na ocasião, cinco pessoas foram presas e outras quatro morreram, incluindo o traficante Ademir Soares de Melo, o ‘Truta’, 34 anos, líder da quadrilha e ligado à facção criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). O grupo atuava principalmente em homicídios, assaltos à mão armadas e tráfico de drogas trazidas da Bolívia e do Paraguai. A ação de ontem é considerada a segunda fase da ‘Omertà’.
As investigações apontaram que Izaltino e Diego eram contratados por ‘Truta’ para executar os assassinatos encomendados pela quadrilha. "Nesta segunda fase da operação, buscamos pelos dois indivíduos que faziam as execuções do grupo. Pelo menos sete homicídios destes últimos tempos vinham sendo atribuídos a esses dois indivíduos", disse Pereira. O delegado confirmou que os dois reagiram à voz de prisão e atiraram contra os policiais, que reagiram. Um dos confrontos aconteceu no povoado Mariquita e o outro no povoado Olhos D’Água, ambos na zona rural de Lagarto. Com os acusados mortos, foram apreendidos três capacetes e dois revólveres calibre 38.
Além de Izaltino e Diego, as outras ordens de prisão foram decretadas para o comerciante Robson Pereira Cruz, 25, e a esposa de Izaltino, Rosana Baldoino dos Santos, 45, que foram presos nos mesmos povoados. De acordo com a polícia, Rosana tinha a função de intermediar o contato com os pistoleiros para matarem os inimigos indicados pela quadrilha. Robson, por sua vez, é proprietário de uma borracharia e ficava incumbido pelo grupo por guardar as armas usadas nos crimes. Ainda de acordo com Fábio Pereira, os assassinatos atribuídos ao bando de ‘Truta’ estavam relacionados à disputa pela venda de drogas, já que eles buscavam eliminar grupos rivais, traficantes menores e usuários que contraíam dívidas com a quadrilha.

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