Milton Alves Júnior
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As próximas 24 horas serão decisivas para a continuidade das atividades desenvolvidas por funcionários da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Revoltada com o atraso salarial, a classe trabalhadora, em especial o pessoal do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), já comunicou oficialmente à Secretaria de Estado de Saúde que, caso o salário do servidor não seja pago até amanhã, irá suspender as atividades até que os direitos sejam respeitados.
Diante dos impasses sofridos por milhares de funcionários públicos, na manhã de ontem a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) impetrou ação judicial contra o Governo do Estado. De acordo com Augusto Couto, a proposta é defender o direito constitucional de todos os profissionais ligados à gestão pública, e não apenas aos servidores do Samu. Sem boas perspectivas para os próximos meses, o sindicalista enalteceu a necessidade de aglomerar os movimentos a fim de conquistar êxito em 2016 e evitar problemas ainda maiores no próximo ano.
"O pessoal do Samu e demais trabalhadores estão se unindo para cobrar do governador mais respeito na folha de pagamento. Já denunciamos o caso na Delegacia do Trabalho. Se o dinheiro não for pago até amanhã, a greve do Samu será deflagrada", disse.
Vigilantes – Além dos profissionais do Samu, vigilantes ligados à FHS também alegam passar por dificuldades devido a uma possível falta de respeito promovida pela administração pública. Os vigilantes pedem intervenção jurídica por parte do Ministério Público Federal.
Os vigilantes da fundação informaram na tarde de ontem que, caso os salários não sejam pagos até o quinto dia útil dos próximos meses, a categoria irá suspender as atividades até que os benefícios sejam repassados. A decisão aprovada em assembleia será encaminhada oficialmente para ser protocolada nos órgãos estaduais e federais de fiscalização, além das secretarias de estado ligadas à FHS.
O procurador jurídico da FHS, Carlos Diego Brito Freitas, informou que o problema está na crise financeira vivenciada pela gestão pública. Ele falou também sobre o não pagamento das horas extras – outro ponto criticado pelos vigilantes. "É preciso entender que a Fundação Hospitalar é uma entidade de administração pública e nós estamos passando por um momento de crise financeira. Não é de interesse do estado deixar de pagar salário ou hora extra para prejudicar servidor", avisou. Ainda sobre o não pagamento das horas extras dos vigilantes e demais servidores, o procurador alegou que faz parte do processo burocrático.
"Se algum servidor não tiver recebendo horas extras independente da previsão de pagamento da folha, provavelmente esse pedido está sendo avaliado pelo setor pessoal, de RH da fundação e pela diretoria operacional para saber de fato se essas horas extras foram prestadas. Caso esteja tudo correto, esse direito entrará na folha, independente do atraso salarial", comunicou.

