Petroleiros fazem protesto

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Funcionários da Petrobras promoveram uma paralisação parcial nas atividades operacionais e administrativas em Sergipe. A mobilização que durou 24 horas, pleiteia o fim do processo de privatização da empresa, em especial nas unidades instaladas no município de Carmópolis e do Tecarmo, em Aracaju. Durante os atos públicos a direção do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos (Sindipetro) denunciou o interesse da estatal em privatizar reservas do pré-sal, campos terrestres e das águas rasas, plataformas e refinarias.
O movimento realizado em Sergipe segue orientação nacional que visa, também, a valorização da classe trabalhadora, melhorias salariais, além da integridade administrativa da estatal. Na região Nordeste os nove estados aderiram ao movimento; já em todo o país, 22 unidades federativas estão promovendo manifestações na tentativa de evitar a privatização. Conforme orientação nacional, caso o Governo Federal não atenda as reivindicações dos trabalhadores, outras mobilizações serão promovidas. A categoria não descarta a possibilidade de deflagrar greve sem prazo para conclusão.
"Estamos presenciando um dos piores, senão o pior, momento da Petrobras e não podemos aceitar que o retrocesso continue. Para piorar ainda mais a situação, esse projeto de privatização além de prejudicar diretamente o servidor da empresa, também contribui para que a toda poderosa e mais representativa empresa pública do Brasil seja vendida. Todos os trabalhadores petroleiros estão mobilizados em uma só corrente e aqui em Sergipe não podíamos ficar de fora dessa luta tão nobre", afirmou o sindicalista Alberto Marques. Nesta quarta-feira as atividades serão realizadas normalmente.

Compartilhe esta notícia