A Polícia Civil detalhou ontem as investigações que culminaram nas prisões de Juliano Silva de Oliveira, 30 anos, José Acrisio de Oliveira Filho, 44, Luis Carlos Santos Oliveira, 27, e Thieres Santos da Rocha. Eles são apontados como autores dos quatro incêndios criminosos que destruíram ônibus e causaram uma onda de pânico na população, entre os dias 1 e 2 de setembro, nas cidades de Aracaju, Itabaiana e Lagarto. A identidade dos acusados, presos na tarddee de anteontem, foi descoberta nas investigações feitas por equipes do Departamento de Narcóticos (Denarc) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
As investigações resultaram na apreensão de 4,5 quilos de cocaína, do tipo escama de peixe, oriunda de São Paulo, no momento em que chegava a Sergipe. "Juliano, transportador da droga, a distribuiria em dois pontos do Estado, tanto em Aracaju, como em Nossa Senhora do Socorro, ao trio incendiário. É importante perceber como uma denúncia anônima, baseada naquela onda de pânico, possibilitou a qualificação do trio envolvido com outros crimes, como o tráfico de drogas, e a partir das prisões ocorridas ontem temos 30 dias para concluir o inquérito policial", detalha o coordenador do Denarc, delegado Osvaldo Resende.
O delegado do Cope, André David detalhou ainda os locais das prisões e outros objetos apreendidos com os suspeitos. "As prisões ocorreram no momento do recebimento da droga, na BR 235, em Nossa Senhora do Socorro. Lá, foram presos o transportador Juliano, José Acrísio e Luis Carlos. Já em Aracaju, no bairro Suissa, Thieres foi flagrado com uma arma de fogo, maconha e pinos de cocaína. À exceção do entregador, o trio confessou os incêndios no bairro Farolândia e no Distrito Industrial de Aracaju (DIA). Ao fim desta primeira etapa das investigações, conclui-se que o grupo ateou fogo deliberadamente sem orquestramento de qualquer organização criminosa atuante no Estado", conclui David.
O delegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira,destacou o sucesso das investigações e disse que elas mostram uma atuação firme da polícia sergipana para impedir os atentados criminosos promovidos por quadrilhas, nos moldes do que já aconteceu em outros estados brasileiros. "Nossa divisão de inteligência auxiliou na localização do grupo e após as investigações temos plena convicção que este tipo de conduta em Sergipe não vai prosperar. Tanto que nesta ação, temos o marginal na cadeia, drogas e armas apreendidas e repetiremos o êxito quantas vezes forem necessárias", avisa Vieira.


