Hoje completam 30 dias de greve geral dos bancários e a categoria sequer possui perspectiva de suspender o movimento nacional e reiniciar os serviços. Na noite da última segunda-feira a direção nacional da categoria voltou a se reunir com gestores da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) na expectativa de conquistar os avanços reivindicados pelos bancários atuantes em instituições públicas e particulares. Diante do resultado inesperado, os grevistas aprovaram a permanência da paralisação e mais de 200 agências continuam de portas fechadas em Sergipe.
A última proposta apresentada pelos banqueiros foi no dia 28 de setembro quando foi proposto reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017. A proposta patronal segue sendo rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários, uma vez que a classe trabalhadora reivindica índices acima das contrapropostas. Atualmente o pleito dos servidores é formado por reajuste salarial de 14,78%, dos quais 5% são de aumento real, participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales alimentação e refeição, e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880).
"A revolta da categoria é crescente porque os banqueiros estão cientes dos problemas gerados aos respectivos clientes e mesmo assim não se mostram interessados em apresentar melhores contrapropostas, ou mesmo atender o nosso pleito na íntegra. Sabemos dos impasses, mas é necessário que todos entendam que nós bancários somos servidores como outros profissionais e devemos lutar pelos nossos direitos. O que não dá para aceitar é observar retrocessos ao trabalhador enquanto os bancos continuam faturando milhões em lucros em cima de nós contribuintes", declarou. Não existe perspectiva de novas reuniões entre servidores e a Febraban.(Milton Alves Júnior)


