Deotap investiga desvios em pagamentos na Parreiras Horta

 

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
A Polícia Civil confirmou ontem que está investigando um suposto esquema de fraudes e desvios envolvendo recursos da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), ligada à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ontem de manhã, agentes do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) estiveram em um condomínio na Avenida Francisco Porto, no Salgado Filho (zona sul de Aracaju), e cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento da proprietária de uma empresa de contabilidade que prestava serviços à repartição. A equipe de policiais esteve no local e recolheu pen-drives, cartões de memória e várias pastas com documentos de pagamentos emitidos pela repartição, que já começaram a ser periciados. 
Segundo a delegada NadjaFlausinoVitolo, do Deotap, a ação faz parte de um inquérito policial aberto em julho deste ano,a partir de um relatório apresentado pela própria fundação, que suspeitava do não cumprimento de ordens de pagamento emitidas pela estatal. "A denúncia inicial que recebemos partiu da própria diretoria da Parreiras Horta, que levou ao nosso conhecimento a suspeita de fraude em documentos de pagamento da Fundação. A suspeita era de que esses documentos estavam sendo adulterados e o dinheiro, ao invés de ser destinado aos reais credores da Fundação, eram depositados em contas de terceiros, que não tinham nada a ver com a Fundação", explicou. 
Para os desvios passarem despercebidos, foram falsificados comprovantes bancários, cujas quantias seriam destinadas para pagamentos a credores ou dívidas tributárias à Receita Federal. O relatório da FPSH apontou que, entre os meses de maio a julho de 2016, foram desviados cerca de R$ 200 mil. No entanto, Há a possibilidade de que os desvios sejam maiores, porque alguns dos documentos não foram encontrados no arquivo da repartição e podem ter sido destruídos. "Quando surgiu a primeira suspeita e vislumbraram o primeiro documento, foram ao arquivo para tentar localizá-la. E aí, verificaram que alguns desses documentos haviam sido substituídos e outros sequer constavam na pauta", disse Nadja.
A delegada acrescenta que, por falta desses documentos, a Parreiras Horta encontra dificuldades para calcular o tamanho do prejuízo causado pela empresa de contabilidade, que prestava serviços na repartição há seis anos. "A Justiça deferiu o bloqueio das contas bancárias da empresária e as investigações vão continuar para identificar se há outros contratos irregulares e possível envolvimento de pessoas ligadas à empresária e ainda agentes públicos", declara Flausino, adiantando que outras medidas cautelares estão sendo manejadas para recuperar o valor desviado aos cofres públicos.
Várias pessoas, entre servidores da empresa e funcionários da Fundação, prestaram depoimento no Deotap, que já marcou a oitiva da proprietária da empresa para o início da próxima semana. Existe a possibilidade de que a investigação seja estendida a outros contratos assinados entre repartições públicas e a empresa suspeita. A direção da FSPH informou que, além de denunciar o caso ao Deotap, demitiu os servidores envolvidos no esquema e rompeu o contrato com a firma da contadora investigada.

Gabriel Damásio

gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

 

A Polícia Civil confirmou ontem que está investigando um suposto esquema de fraudes e desvios envolvendo recursos da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), ligada à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ontem de manhã, agentes do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) estiveram em um condomínio na Avenida Francisco Porto, no Salgado Filho (zona sul de Aracaju), e cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento da proprietária de uma empresa de contabilidade que prestava serviços à repartição. A equipe de policiais esteve no local e recolheu pen-drives, cartões de memória e várias pastas com documentos de pagamentos emitidos pela repartição, que já começaram a ser periciados. 

Segundo a delegada NadjaFlausinoVitolo, do Deotap, a ação faz parte de um inquérito policial aberto em julho deste ano,a partir de um relatório apresentado pela própria fundação, que suspeitava do não cumprimento de ordens de pagamento emitidas pela estatal. "A denúncia inicial que recebemos partiu da própria diretoria da Parreiras Horta, que levou ao nosso conhecimento a suspeita de fraude em documentos de pagamento da Fundação. A suspeita era de que esses documentos estavam sendo adulterados e o dinheiro, ao invés de ser destinado aos reais credores da Fundação, eram depositados em contas de terceiros, que não tinham nada a ver com a Fundação", explicou. 

Para os desvios passarem despercebidos, foram falsificados comprovantes bancários, cujas quantias seriam destinadas para pagamentos a credores ou dívidas tributárias à Receita Federal. O relatório da FPSH apontou que, entre os meses de maio a julho de 2016, foram desviados cerca de R$ 200 mil. No entanto, Há a possibilidade de que os desvios sejam maiores, porque alguns dos documentos não foram encontrados no arquivo da repartição e podem ter sido destruídos. "Quando surgiu a primeira suspeita e vislumbraram o primeiro documento, foram ao arquivo para tentar localizá-la. E aí, verificaram que alguns desses documentos haviam sido substituídos e outros sequer constavam na pauta", disse Nadja.

A delegada acrescenta que, por falta desses documentos, a Parreiras Horta encontra dificuldades para calcular o tamanho do prejuízo causado pela empresa de contabilidade, que prestava serviços na repartição há seis anos. "A Justiça deferiu o bloqueio das contas bancárias da empresária e as investigações vão continuar para identificar se há outros contratos irregulares e possível envolvimento de pessoas ligadas à empresária e ainda agentes públicos", declara Flausino, adiantando que outras medidas cautelares estão sendo manejadas para recuperar o valor desviado aos cofres públicos.

Várias pessoas, entre servidores da empresa e funcionários da Fundação, prestaram depoimento no Deotap, que já marcou a oitiva da proprietária da empresa para o início da próxima semana. Existe a possibilidade de que a investigação seja estendida a outros contratos assinados entre repartições públicas e a empresa suspeita. A direção da FSPH informou que, além de denunciar o caso ao Deotap, demitiu os servidores envolvidos no esquema e rompeu o contrato com a firma da contadora investigada.

 

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