Revista suspende visitas no Cadeião de Socorro

 

As visitas de familiares foram suspensas ontem na Cadeia Pública de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), o ‘Cadeião de Socorro’. A medida foi tomada pela direção da unidade, que ordenou a realização de uma revista geral na unidade. O motivo da inspeção foi o tumulto ocorrido na última terça-feira entre os presos, que se envolveram em uma briga no pátio do banho-de-sol e iniciaram uma rebelião. Durante todo o dia, agentes penitenciários abordaram os presos e vasculharam todas as celas do presídio, que apesar de sua capacidade física ser de 160 vagas, está hoje com 297 presos. 
Tanto a direção do ‘Cadeião’ quanto o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindipen)confirmaram que vários objetos usados como armas foram encontrados nas celas, além de um buraco que começou a ser escavado em uma das celas, o que levantou a suspeita de um plano de fuga tramado entre os detentos. Já as armas são facas, facões, espetos, chuços e até uma colher de plástico, cujo cabo foi transformado em uma estaca. Os objetos foram recolhidos e a entrada deles no presídio será investigada.
No lado de fora do ‘Cadeião’, muitos parentes de presos, principalmente mulheres, se concentraram em uma fila e foram autorizados apenas a entregar as chamadas ‘mensagens’, isto é, roupas, alimentos e pertences pessoais permitidos. Os familiares iniciaram um protesto, reclamando da suspensão das visitas, sobre a qual alegaram que não tinham sido comunicados. Houve ainda queixas sobre a superlotação do presídio e a falta de informações sobre detentos que teriam sido supostamente feridos na confusão de terça. O boato se deu por causa de um vídeo que mostra um agente penitenciário disparando um tiro dentro do corredor, numa tentativa de controlar o tumulto.  
O diretor do presídio, Mário Cavalcante, informou à imprensa que as visitas dos familiares foram transferidas para a próxima terça-feira, pois ontem não havia condições de segurança para a entrada deles no ‘Cadeião’. Ele ainda esclareceu que não houve detentos feridos e que o disparo foi necessário para interromper o motim, mas assegurou que o caso será apurado pela corregedoria da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), a fim de verificar se houve excesso na conduta do agente. Por sua parte, o Sindipen alega que havia apenas cinco agentes de plantão na hora do incidente e que estes trabalhavam sem armas não-letais e sem equipamentos de proteção como escudos, capacetes e cassetetes. 
A superlotação do ‘Cadeião de Socorro’ é atribuída principalmente às interdições judiciais do Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (Sertão), e do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, em São Cristóvão (Grande Aracaju), que estão proibidos de receber novos detentos. A Sejuc aguarda ainda a inauguração das recém-construídas cadeias públicas de Estância (Sul) e Areia Branca (Agreste), mas falta ainda uma definição sobre o concurso público para a constatação de novos agentes prisionais, que já autorizado pelo governo estadual, mas cuja execução está paralisada. 

As visitas de familiares foram suspensas ontem na Cadeia Pública de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), o ‘Cadeião de Socorro’. A medida foi tomada pela direção da unidade, que ordenou a realização de uma revista geral na unidade. O motivo da inspeção foi o tumulto ocorrido na última terça-feira entre os presos, que se envolveram em uma briga no pátio do banho-de-sol e iniciaram uma rebelião. Durante todo o dia, agentes penitenciários abordaram os presos e vasculharam todas as celas do presídio, que apesar de sua capacidade física ser de 160 vagas, está hoje com 297 presos. 

Tanto a direção do ‘Cadeião’ quanto o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindipen)confirmaram que vários objetos usados como armas foram encontrados nas celas, além de um buraco que começou a ser escavado em uma das celas, o que levantou a suspeita de um plano de fuga tramado entre os detentos. Já as armas são facas, facões, espetos, chuços e até uma colher de plástico, cujo cabo foi transformado em uma estaca. Os objetos foram recolhidos e a entrada deles no presídio será investigada.

No lado de fora do ‘Cadeião’, muitos parentes de presos, principalmente mulheres, se concentraram em uma fila e foram autorizados apenas a entregar as chamadas ‘mensagens’, isto é, roupas, alimentos e pertences pessoais permitidos. Os familiares iniciaram um protesto, reclamando da suspensão das visitas, sobre a qual alegaram que não tinham sido comunicados. Houve ainda queixas sobre a superlotação do presídio e a falta de informações sobre detentos que teriam sido supostamente feridos na confusão de terça. O boato se deu por causa de um vídeo que mostra um agente penitenciário disparando um tiro dentro do corredor, numa tentativa de controlar o tumulto.  

O diretor do presídio, Mário Cavalcante, informou à imprensa que as visitas dos familiares foram transferidas para a próxima terça-feira, pois ontem não havia condições de segurança para a entrada deles no ‘Cadeião’. Ele ainda esclareceu que não houve detentos feridos e que o disparo foi necessário para interromper o motim, mas assegurou que o caso será apurado pela corregedoria da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), a fim de verificar se houve excesso na conduta do agente. Por sua parte, o Sindipen alega que havia apenas cinco agentes de plantão na hora do incidente e que estes trabalhavam sem armas não-letais e sem equipamentos de proteção como escudos, capacetes e cassetetes. 

A superlotação do ‘Cadeião de Socorro’ é atribuída principalmente às interdições judiciais do Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (Sertão), e do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, em São Cristóvão (Grande Aracaju), que estão proibidos de receber novos detentos. A Sejuc aguarda ainda a inauguração das recém-construídas cadeias públicas de Estância (Sul) e Areia Branca (Agreste), mas falta ainda uma definição sobre o concurso público para a constatação de novos agentes prisionais, que já autorizado pelo governo estadual, mas cuja execução está paralisada. 

 

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