Paulista é internado no Huse com suspeita de málária

Um paulista de 52 anos que está de passagem por Aracaju foi internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), com suspeita de ter contraído malária, doença infecciosa grave e mais comum na região da Amazônia. Segundo informações confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), ele deu entrada no Huse nesta sexta-feira, mesmo dia em que chegou a Sergipe para visitar um amigo, após uma temporada de trabalho na África. Depois de sentir-se mal, ele passou primeiramente pela Ala Azul, destinada aos pacientes menos graves, mas apresentava febre, suor excessivo, calafrio intenso e pele amarelada, ou seja, todos os sintomas para malária.

Ainda de acordo com a SES, o quadro do paciente se agravou muito e ele foi transferido para a Ala Vermelha, onde ficou até conseguir uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O paulista foi entubado e submetido a medicamentos específicos contra a malária, com acompanhamento de enfermeiros, técnicos e médicos de várias especialidades. Até o fechamento desta edição, ele permanecia internado na UTI do Huse, mas a família do paciente, que foi avisada do internamento, acionou o seguro particular de saúde e providenciava a transferência dele para um hospital particular de Aracaju.

O caso é investigado pelo Núcleo de Endemias da SES, que negou haver qualquer registro de casos autóctones de malária em Sergipe. Segundo a nota oficial da secretaria, o Estado está fora de área de maior incidência para a doença (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), conforme a classificação epidemiológica do Ministério da Saúde. “Quanto ao risco de contaminação, é importante identificar os lugares por onde o paciente esteve antes de ser internado no Hospital, para que seja feita uma investigação sobre a presença ou não do vetor transmissor da malária (nesse caso são os mosquitos Anophelinos), mantendo uma vigilância”, explica o texto.

A malária é considerada uma infecção grave, que pode até provocar a morte do paciente, mas seu tratamento, oferecido gratuitamente na rede pública de saúde, é tido como simples e eficaz.

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