Na manhã desta sexta-feira (05) foi realizada mais uma reunião da Comissão de Gestão da Saúde (CGS), composta pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ministério Público Federal (MPF) e por representantes de sindicatos. A CGS é responsável por acompanhar as medidas e procedimentos adotados pela SES para garantir o cumprimento do acordo que transfere a gestão de contratos da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) para a SES. Esse acordo foi firmado entre a Secretaria, o Ministério Público Estadual (MPE) e o MPF. Entre os assuntos tratados na ocasião, a economia obtida a partir do corte de gastos e as medidas adotadas no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).
Na reunião de ontem, foram pontuadas as últimas ações implementadas pela SES. Segundo o secretário Almeida Lima, as mudanças têm o objetivo de melhorar a assistência em saúde no estado. Somente nos últimos três meses, as medidas geraram uma economia superior a R$ 7 milhões e apesar desse corte, houve ampliação de investimentos. Um dos principais assuntos da reunião foi a série de mudanças na gestão do Huse. Além de medidas como a instalação de novos aparelhos de ar condicionado e reparo nos elevadores, a superintendência do Huse tem trabalhado pela garantia de segurança dos pacientes, acompanhantes e funcionários.
Além disso, foi verificado que havia no hospital um pagamento excessivo de horas extras. Um levantamento preliminar identificou que por mês, são gastos mais de um milhão de reais com esse tipo de despesas, fato que motivou o contato com uma empresa para implantar um sistema de biometria, garantindo o cumprimento de horário das equipes. Mas essa não é uma questão específica do Huse, e para o secretário Almeida Lima, uma despesa desnecessária ao estado. “Identificamos uma concessão de horas extras descontrolada, em toda a rede são mais de 4 milhões de reais, fora os encargos. Isso tem nos impulsionado a reduzir custos de horas extras, realizando novo processo seletivo para contratação de novos profissionais da saúde. Outra medida é que os 755 servidores cedidos aos municípios sergipanos estão retornando”, enfatizou Almeida Lima.
O superintendente do Huse, Luís Eduardo Correa, falou que mais de 85% dos atendimentos realizados no hospital são clínicos ou ambulatoriais. Segundo ele esse índice tem dificultado a assistência de pacientes de média e alta complexidade. Para sanar esse problema foi apresentado um projeto na reunião que visa retirar o ambulatorial do prédio do Huse, transferindo o serviço para outro local, ainda em análise. “Com a retirada desse serviço o Huse passa a funcionar como hospital de regulação de trauma, principal finalidade daquela unidade”, explicou.
Luis Eduardo Correa também assegurou que outra ação será desenvolvida para acabar com um problema recorrente no Huse: a retenção de macas do Samu para atendimento de pacientes vindo do interior. Segundo o superintendente os atendimentos deverão ser regulados via Sistema Interfederativo de Garantia de Acesso Universal (Sigau), o que possibilita planejamento prévio do hospital para um atendimento rápido e correto. As ações pontuadas na reunião incluem ainda a aquisição, com recursos próprios do estado, de 30 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a disponibilização de todas as informações e atas referentes às ações do Conselho para o público, por meio de publicações no site da SES.
Durante a reunião, o secretário Almeida Lima tratou de outras medidas de gestão voltadas ao melhor atender a população, a exemplo da utilização de novo espaço situado na Avenida Augusto Franco, para concentrar a regulação do Samu, o almoxarifado central o setor de patrimônio da SES. Atualmente esses setores funcionam em prédios espalhados pela capital. A mudança, além de gerar economia financeira, vai resultar em mais conforto e espaço para servidores e funcionários.
“Hoje, a SES gasta mais de R$ 200 mil por mês em locação de imóveis para almoxarifado, arquivos, depósitos, sedes de unidades, entre outros serviços. Estaremos rescindindo contratos para que todas as atividades sejam realizadas num único espaço, locado por valor inferior, o que representa um ganho na despesa e na atividade administrativa”, garantiu informando que a mudança deverá gerar mais de 40 mil reais mensais em economia.


