O Instituto Médico Legal (IML) terá que fazer exames complementares no corpo do idoso Elias Sebastião da Silva, 66 anos, assassinado e decapitado por cinco criminosos na noite desta quarta-feira em sua residência, no Conjunto João Alves Filho, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Estas análises são exigidas para fazer a identificação oficial do cadáver e concluir o exame de necropsia que definirá a causa da morte. Até o fechamento desta edição, o corpo não tinha sido liberado para o sepultamento.
Ontem de manhã, dois filhos do idoso compareceram ao IML para apresentar relatórios e laudos que podem ajudar no trabalho dos legistas, como arcada dentária e cirurgias já realizadas pela vítima em vida. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os peritos encontraram dificuldades para identificar o corpo, pois ele estava parcialmente carbonizado e teve as impressões digitais danificadas pelo fogo, impossibilitando qualquer análise papiloscópica. Segundo informações preliminares, os filhos informaram aos legistas que Elias tinha uma prótese dentária.
O idoso morreu depois de ter sua casa invadida pelos cinco criminosos, que provocaram uma luta corporal, cortaram-lhe a cabeça e atearam fogo na residência. O crime permanece sendo investigado por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ouviram novos depoimentos de testemunhas durante todo o dia de ontem. Até o momento, um vizinho da vítima foi identificado como principal participante do crime e a identidade dos outros quatro assassinos ainda não foi confirmada. A maior suspeita quanto ao motivo do crime é de que o idoso teria se desentendido com o suspeito por causa do incômodo causado pelo consumo de drogas na casa vizinha. Familiares da vítima foram ameaçados de morte pelos assassinos e também são acompanhados pela polícia.


