Creche é depredada em Campo do Brito

Milton Alves Júnior


Moradores do município de Campo do Brito – a 64 km de distância da capital sergipana, Aracaju, estão preocupados com a onda de violência e depredação do patrimônio público promovido por vândalos. Diante da inexistência de vigilantes nos prédios estatais, meliantes se aproveitam da vulnerabilidade e promovem saques e uma série de destruição estrutural. No último sábado o alvo dos bandidos foi a Creche Tia Maria. Conforme analise técnica feita pela coordenação da creche, o acusado – um adolescente de 16 anos, havia furtado um botijão, aparelhos eletrônicos, pinchado as paredes, quebrou janelas e ateou fogo em duas salas e em uma área destinada a berçário.

De acordo com a Polícia Militar do Estado de Sergipe, a ocorrência foi comunicada por ligação anônima repassada ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), o qual acionou de imediato as equipes da 1ª Companhia do 3º Batalhão. Durante as buscas, os militares se depararam com o menor, que, durante o interrogatório, confessou ser o responsável pela ação criminosa e indicou onde estaria todo o material subtraído. O adolescente, que não teve o nome revelado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, não explicou quais os motivos teriam o conduzido a promover a invasão, mas e garantiu ter adentrado ilegalmente na creche sem o apoio de nenhum comparsa.

Por causa do crime, durante todo o dia de ontem 158 crianças – que estudam em tempo integral, ficaram distante das salas de aula. Até o final da tarde de ontem a Prefeitura de Campo do Brito, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), não soube informar quando as atividades educacionais devem ser reestabelecidas na unidade. A única informação atribuída é que: ‘esforços estão sendo adotados para regularizar de imediato a situação, como forma de não deixar os estudantes sem o devido amparo educacional por longo período’. Durante as investigações iniciais ficou comprovado que, no momento da invasão, o prédio não contava com o apoio de vigilantes responsáveis pela preservação patrimonial.

 

Queixa – Por telefone, a moradora Vânia Maria relatou ao JD as dificuldades enfrentadas todas as semanas pela população campo-britense. Paralelo à falta de novas instituições de ensino, a onda de assaltos e demais ações criminosas tem provocado medo à população que se sente refém dos meliantes. Para ela, faltam ações públicas que voltem a amedrontar aqueles que seguem desrespeitando a constituição Federal, e prejudicando as pessoas de bem. “Quem anda com medo aqui não são os bandidos, e sim a gente que trabalha e seguimos as ordens. Nunca uma creche sofreu um atentado como esse. Infelizmente as crianças ficam sem aulas e assistindo toda essa baderna triste de se ver”, lamentou.

O Jornal do Dia buscou conversar com o prefeito Marcell Souza sobre o caso, mas o gestor se pronunciou apenas através de nota oficial, na qual repudiou o ato de vandalismo. O chefe do executivo municipal alegou ainda estar acompanhando o caso juntamente com o Corpo de Bombeiros e a Política Militar: “Palavras não conseguem traduzir tamanha tristeza e indignação do que fizeram com a nossa querida Creche Tia Maria. Diariamente são atendidas 158 crianças em turno integral, oferecendo merenda, descanso, recreação e muito amor e carinho”, publicou. Marcell Souza não se pronunciou quanto a falta de vigilantes durante os finais de semana.

Compartilhe esta notícia