Rogério quer dobradinha com Jackson para o senado

Milton Alves Júnor

 

Fortalecer as bases da militância e trabalhar para manter a hegemonia política/administrativa junto ao grupo de situação que assumiu o Governo de Sergipe em 01 de janeiro de 2007, após o ex-governador Marcelo Deda Chagas ter vencido as eleições em outubro de 2006. Essa é a meta a ser trilhada pelo Partido dos Trabalhadores, conforme avaliação apresentada pelo presidente estadual da sigla, Rogério Carvalho. Em entrevista ao Jornal do Dia, o ex-deputado federal fez avaliação sobre possíveis chapas majoritárias para o pleito eleitoral do próximo ano e não poupou críticas ao grupo de oposição comandado pelos deputados André Moura (PSC), Valadares Filho (PSB), e os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB), e Eduardo Amorim (PSDB).

Carvalho lamentou o conjunto de reformas que altera direitos históricos do trabalhador brasileiro e não deixou de citar, e criticar, as polêmicas envolvendo atos de corrupção supostamente ocorridos, inclusive, nas dependências do Palácio do Jaburu, em Brasília. Antes que o Jornal do Dia citasse algum dos escândalos ocorridos durante os 13 anos de governo petista, o líder defendeu os ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Eles, conforme destacado por Rogério Carvalho, foram responsáveis diretos por fortalecer, equipar e abranger o poder de investigação criminal promovidos pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal.

 

 

JORNAL DO DIA – Com a posse dos novos gestores em 67 diretórios estaduais, qual a perspectiva do Partido dos Trabalhadores nos próximos dois anos em Sergipe?

 

ROGÉRIO CARVALHO – A partir de agora, com a posse de todos os presidentes e diretores, a meta da gente é promover pelo menos até o final deste ano sucessivas reuniões para que possamos debater estrutura de governo, a atual conjuntura política econômica e social do Brasil. Até dezembro a nossa proposta e previsão é de realizar pelo menos oito grandes encontros como o realizado esta semana na Assembleia Legislativa de Sergipe, e abranger dentro de todos os parâmetros democráticos os debates que visam restabelecer o progresso do nosso estado e país. Incluir a sociedade nesse diálogo é essencial para que se discuta o Brasil que queremos e merecemos a partir de 2019 após eleições do ano que vem.

 

 

JD – Para 2018 o PT já deixa claro que irá compor a chapa majoritária. Rogério Carvalho pode ser o nome da sigla para disputar uma vaga no Senado Federal ou mesmo a função de Governador de Sergipe?

 

 

RC – O PT vai ter candidato a majoritário, essa trata-se de uma deliberação unificada do partido, independentemente de qualquer que seja o cenário, o nosso partido terá candidato na chapa majoritária, seja ela numa composição ou vaga alternativa. O PT é uma sigla que precisa se posicionar no cenário político do país e em 2018 com a realização de eleições gerais e atender a ordem do povo que foi e irá às urnas. Não podemos aceitar que vire moda no Brasil presidente legítimo ter menos tempo de poder do que aqueles que chegar ao executivo através de golpe. O processo de impeachment é algo sério e extremo; é a articulação suprema que tira o poder de escolha da maioria. A sociedade e o PT possuem a tarefa de equilibrar essa situação e garantir que o voto do brasileiro seja respeitado.

 

JD – Como avalia as denúncias contra o presidente?

 

RC – Antes de qualquer coisa a oposição precisa explicar ao Brasil as alianças que foram feitas para retirar direitos dos trabalhadores, para acabar com o nosso sistema previdenciário e, sobretudo, justificar a aliança que fizeram com o senador afastado do mandato Aécio Neves e com Michel Temer. Eles que defendiam tanto a moralidade e a Ética. Um eles optaram por defender a eleição, o outro defenderam para retirar os direitos constitucionais da companheira Dilma Rousseff. Eu nunca vi na história casos de presidentes que levaram para dentro do palácio oficial dinheiro de propina. A Polícia Federal precisa seguir investigando se esse dinheiro estava guardado no palácio ou em alguma aeronave da Força Aérea Brasileira. Antes de pensar em 2018, a oposição de Sergipe precisa explicar sobre o apoio que tem dado a Temer e Aécio. Só desejo ainda que a oposição explique as reformas que retiram direitos dos mais pobre.

 

JD – O deputado federal Valadares Filho votou contra a reforma trabalhista e, ao menos o que a tendência indica, é que o senador Antônio Carlos Valadares também vote contrário aos desejos do presidente Temer.

 

RC – Independentemente de eles votarem ou não votarem a favor dos projetos governistas, é preciso entender que elas estão em tramitação por causa do golpe. Não adianta querer criar uma fumaça com essa história que agora é contra a reforma; quem voltou no golpe também votou a favor das reformas, volto a dizer: não adianta tentar desvincular isso, não tem pra onde correr.

 

 

JD – O PT possui o nome de outro líder que possa pleitear o poder executivo federal em caso do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva seja impossibilitado judicialmente de participar do pleito?

 

RC – O PT possui outros nomes sim, mas fazemos parte de um campo político de esquerda e centro esquerda e precisamos seguir com os nossos diálogos de base como estamos fazendo nessa solenidade de posse dos presidentes de diretórios. Eu diria que é muito prematuro discutir um nome diante da ausência ou impossibilidade de Lula você já indicar o nome de outro representante. Nesse caso é necessário abranger o diálogo político partidário de bloco que represente a esquerda e os interesses dos brasileiros.

 

JD – Em Sergipe, no contexto atual, se as eleições fossem no próximo mês poderíamos estar diante de uma chapa composta por Belivaldo Chagas para governo, Rogério Carvalho e Jackson Barreto para o Senado?

 

RC – Se as eleições fossem hoje nós estaríamos com Jackson Barreto de Lima; Jackson e Rogério, porque não,uma chapa boa.

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