Muriçocas invadem a cidade de Aracaju

Milton Alves Júnior


A infestação de muriçocas  tem tirado o sossego de milhares de aracajuanos residentes, em especial, nos bairros que compõem as zonas Norte e Sul da capital sergipana. Segundo o da Saúde junto, trata-se da época do ano propícia para a eclosão dos ovos em larvas, tendo condições de voo em aproximadamente 48 horas. Apesar da atuação irritante junto aos humanos, tanto o MS, quanto a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), garantem que este tipo de pernilongonão apresenta risco real de transmissão de doenças diferentemente ao que ocorre com o Aedes Aegypti.

De acordo com o supervisor de endemias do MS, cedido à Prefeitura de Aracaju, José Bomfim, para tentar se esquivar das ações promovidas pelos mosquitos basta utilizar medidas consideradas simples e de fácil acesso. A utilização de inseticidas e repelentes, por exemplo, ajudam a minimizar de forma significativa. Raquetes de choque – vendidas no centro da cidade, e aspirais que emitem fumaça também ajudam a diminuir o índice em locais fechados como residências e ambientes de trabalho. Para aqueles que avaliam o momento como insuportável, a orientação é adquirir esses produtos que espantam os pernilongos, já que a infestação deve seguir, pelo menos, até o final da primeira quinzena de julho.

 “Realmente é um tipo de culicídeo chato e quando pica a gente sentimos certa dor, mas é preciso destacar que não tem vida longa. A fêmea é quem promove esses ataques. Durante o verão ela costuma depositar cerca de 200 ovos cada, os quais se desenvolvem com facilidade em locais de alagamento ou poças sem movimento. Apesar da agressividade, essas muriçocas costumam morrer com facilidade porque ‘esquecem’ que estão sugando o sangue e acabam sendo abatidas sem muito trabalho”, declarou o técnico. Entre os meses de março e junho o número dos Culex Esfas segue em abrangência e passa a desaparecer gradativamente a partir de julho.

 Ainda sobre as formas de minimizar a invasão dessas muriçocas, José Bomfim voltou a reforçar a utilização de fumaça como atitude eficaz de combate. Por se tratar do período junino, quando a tradição nordestina envolve o acendimento de fogueiras e fogos, essas fumaças também acabam ajudando. “Em supermercados se vende aqueles aspirais que emitem fumaça. Ressalto que essas muriçocas realmente perturbam o nosso aconchego, mas são temporárias, e, principalmente, não nos transmite doenças”, pontuou o supervisor. Entre os bairros com maior infestação estão: Santos Dumont, Bugio, Industrial, Centro, Coroa do Meio, Inácio Barbosa, Augusto Franco, São Conrado, Atalaia, Aruana, Aeroporto, Santa Maria e Mosqueiro.

 

 

Chuvas – O alto índice dos mosquitos tem sido registrado em maior proporção após as fortes chuvas registradas ao longo dos últimos 20 dias. Para a moradora da Aruana, Luana Moura, é preciso que o carro fumacê passe diariamente nas áreas mais afetadas e ajude a diminuir a angústia dos moradores. Nas proximidades do aeroporto é possível se deparar com lagoas que se formaram após o forte temporal registrado na terça-feira da semana passada. Essa situação é propícia para que os ovos possam eclodir em maior escala e com maior perspectiva de vida para as muriçocas.

"Nunca vivenciamos uma coisa dessa e realmente é difícil segurar a paciência. As vezes usamos os sprays que matam boa parte, mas menos de duas horas depois outro bando já está de volta barulhando em nossos ouvidos ou picando nossas pernas. Pedimos apenas que os órgãos competentes nos ajudem nessa luta e disponibilizem os carros fumacês. De preferência que essa assistência seja realizada com frequência, todos os dias se não for pedir muito", disse.

Compartilhe esta notícia