Virose lota pediatria do Hospital de Urgência

Na primeira semana de junho, o setor de pediatria do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) registrou atendimento há cerca de 750 crianças. A unidade é responsável pelo atendimento de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) para as crianças no estado, com uma média diária de 100 atendimentos no pronto socorro.

Desse total, 650 foram considerados como baixa complexidade e receberam alta médica. Os sintomas foram os mais variados entre problemas respiratórios que são comuns nessa época do ano, febre, tosse seca, gripe, dores no corpo e abdominais, além de outros diagnósticos que continuaram em observação.

A diarista Mila Souza está acompanhando a pequena E.S, 5, internada há três dias com febre e dores abdominais. “Eu nem perdi meu tempo em outro lugar, vim direto aqui para a pediatria. Aguardei e minha filha foi chamada. Ela já está melhor e com diagnóstico de infecção intestinal”, disse.

A aposentada Gorete Prazeres está com o neto L.F.N, 9, internado com início de bronquite. Ela veio do município de São Cristovão, buscar atendimento no Huse. “Agora já está tudo bem. Ele já começou a tomar um antibiótico e já está mais animado. Eu fui ao posto de saúde do Eduardo Gomes, mas, não deu resultado. Por isso, a minha filha o trouxe aqui para o Huse”, ressaltou.

A pequena L.M, 4, introduziu uma bolinha de isopor dentro do ouvido esquerdo. O otorrinolaringologista consultou e conseguiu retirar o corpo estranho que atingia o aparelho auditivo da criança. “Ela estava brincando com o primo em casa e um bichinho de pelúcia estava furado. Ela pegou uma bolinha de isopor e colocou dentro do ouvido, logo em seguida o primo que era maior que ela veio me dizer. Eu corri e trouxe para aqui para o Huse”, disse a mãe da paciente, Laura Cardoso.

A coordenadora da unidade pediátrica, Cristiane Barreto, informa que neste período do ano, a maior dos atendimentos é motivada por crises respiratórias “Tivemos alguns fechamentos de plantões em unidades de saúde do município, isso, traz muitos problemas no fluxo aqui da pediatria. Hoje, nossa porta de atendimento está com três pediatras, além de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, mas, mesmo assim, estamos com um fluxo aumentado”, informou.

Com funcionamento em tempo integral, a unidade pediátrica do Huse dispõe de recursos específicos, técnicos, científicos, equipamentos e materiais para garantir à assistência às crianças de zero a 12 anos. O serviço dispõe de atendimento com assistência por classificação de risco, que organiza a área de atuação das equipes de acordo com as cores azul, verde, amarelo e vermelha. O serviço pediátrico é constituído pelo pronto socorro, enfermaria (internamento) e CTI pediátrico, destinado ao tratamento dos casos infantis graves.

O Pronto Socorro Pediátrico do Huse, conta com leitos distribuídos de acordo com a classificação de risco. São10 leitos no Centro de Terapia Intensiva (CTI) para atender os pacientes infantis em estado crítico. São 20 leitos na Área Azul infantil, muitas vezes superlota com pacientes de baixa complexidade, que deveriam estar nas Unidades de Pronto Atendimento e acabam sendo atendidos no Huse.

 

SMS – Por parte da Secretaria Municipal de Saúde, de Aracaju, foi informado que todos os 44 postos de saúde seguem abertos das 7h até às 17h, disponíveis para todos os usuários do SUS que por ventura necessitem de assistência básica. A Ascom/SMS reconheceu que o setor de pediatria da Unidade Fernando Franco, zona Sul da capital, segue com a escala completa de profissionais, e que, desde o final do mês passado também enfrenta superlotação em virtude da virose que tem atingido milhares de sergipanos.

"Infelizmente essa virose tem alterado o fluxo de atendimentos na rede municipal é isso faz com que as unidades apresentem indica de atendimento superior se comparado com os demais meses do ano. Apesar da situação, os postos de saúde administrados pela Prefeitura de Aracaju segue com a escala completa de médicos, sejam eles servidores concursados, ou contratados através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA)", afirmou a jornalista Conceição Soares.

Compartilhe esta notícia