Gabriel Damásio
Dois passageiros que ficaram feridos no acidente desta sexta-feira na esquina das ruas Arauá e Maruim, centro de Aracaju, já foram liberados do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse): o produtor musical José Paulo Tavares da Silva, 32 anos, e o sanfoneiro Paulo Teixeira de Carvalho, 38, que trabalhavam com a cantora Eliza Clívia Angelino, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró. Eles receberam alta neste sábado e saíram do acidente com ferimentos leves, sendo Teixeira diagnosticado com fratura em uma costela. Ambos já retornaram para João Pessoa (PB), onde moram.
O motorista do carro de passeio onde as vítimas estavam, Cleberson José dos Santos, 35, continuava em estado grave no Huse, mas já foi transferido da Ala Vermelha para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a direção do hospital, o paciente chegou a ter sua sedação retirada, mas continuou em estado de agitação e voltou a ser medicado. Ele sofreu traumatismo crânio-encefálico e politrauma. Ainda não há previsão de trauma.
O acidente, envolvendo o carro da banda e um ônibus da empresa Auto Viação Paraíso, matou Eliza Clívia e seu noivo, o baterista Sérgio Ramos da Silva, cujos corpos foram liberados de Aracaju no sábado e enterrados na tarde deste domingo, em suas respectivas cidades natais: Livramento (PB) e Currais Novos (RN). O corpo de Sérgio, que também foi baterista da banda ‘Forró Pegado’, foi velado primeiramente em João Pessoa, antes de seguir para o Rio Grande do Norte. Segundo o Instituto Médico-Legal (IML), as vítimas morreram por traumatismo craniano e hemorragia interna, causadas pelo choque dos veículos.
O inquérito que investiga o acidente já foi instaurado pela Delegacia Especial de Delitos de Trânsito (DEDT) e deve ser concluído em 30 dias. A principal hipótese trabalhada pela polícia é de que Cleberton teria avançado a via preferencial da Rua Arauá, quando ele e os parceiros de banda estavam a caminho da sede da TV Atalaia. O trecho da Rua Maruim é sinalizado com uma placa de ‘Pare’, que não teria sido obedecida pelo motorista. No entanto, apura-se também a hipótese de que o ônibus estaria em alta velocidade, apesar de ter tentado frear para evitar o choque com o carro. A delegada Daniela Lima Barreto, responsável pela investigação, só vai se manifestar após a conclusão do inquérito.


