Acusado de matar sargentos é morto em confronto

Gabriel Damásio

 

Um confronto ocorrido no começo da manhã de ontem resultou na morte do foragido Leandro Soares dos Santos, 33 anos, um dos acusados pelo assalto que terminou com o assassinato de dois sargentos da Polícia Militar. O crime aconteceu no dia 2 de novembro de 2008, em um restaurante no povoado Calumbi, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Leandro, que estava com a prisão preventiva decretada desde 2012, foi cercado por volta das 5h em uma residência no Conjunto Jardim, em Socorro, por soldados do Comando de Operações Especiais (COE) e agentes da Polícia Interestadual (Polinter).

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o foragido estava armado com um revólver calibre 38 e atirou contra eles assim que os policiais anunciaram o cerco e lhe deram voz de prisão. Os soldados reagiram e atingiram Leandro dentro da casa, que chegou a ser levado para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas morreu antes de chegar ao pronto-socorro. A arma foi apreendida.

A polícia confirma ainda que Leandro era o único dos nove envolvidos no crime que ainda estava foragido. Segundo a denúncia do Ministério Público na época, ele foi um dos dois assaltantes que ficaram na porta do restaurante, impedindo a saída dos clientes e dando cobertura aos sete parceiros que executaram o crime. Além de ter sido condenado pelo crime contra os sargentos, ele também respondeu por outros dois crimes de assalto, cometidos em Socorro e em Lagarto (Centro-Sul). A equipe do delegado Alessandro Vieira, que assumiu recentemente a Polinter, foi acionada para localizá-lo e cumprir o mandado de prisão, com o apoio do COE.  

Os sargentos Adilson Ferreira, que era do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), e Roberto Lima Batista, então do 1º BPM, estavam de folga no dia do crime e foram mortos enquanto faziam a segurança do restaurante ‘Bar do Pirão’, no Calumbi. O local foi invadido por sete bandidos, que estavam encapuzados e armados com revólveres e escopetas. Além de agredirem e executarem os policiais com vários tiros, os assaltantes ameaçaram os funcionários e roubaram R$ 11 mil que estavam no cofre do estabelecimento, levando ainda vários celulares e os revólveres dos sargentos. A Polícia Civil apurou na ocasião que o crime foi planejado e liderado por Carlos Eduardo dos Santos, o ‘Fedô’, que era sobrinho da proprietária do ‘Bar do Pirão’ e decidira se vingar dela, por ter sido demitido de lá.

Em 14 de novembro de 2008, quase duas semanas após o crime, Carlos morreu em Malhador (Agreste), durante um confronto com equipes do COE e do destacamento local da PM. Os outros sete envolvidos no crime foram presos nos dias seguintes e denunciados pelo Ministério Público por crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Destes, quatro foram condenados e punidos com penas entre 16 e 23 anos de prisão, um foi absolvido por falta de provas e dois ainda aguardam julgamento, pois ficaram foragidos por mais de sete anos e isto provocou a paralisação dos processos.

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