Estudantes do Colégio Estadual Atheneu Sergipense, em Aracaju, voltaram a protestar na manhã de ontem contra o atraso no andamento das obras que visam reformar a tradicional unidade escolar. Conforme ressaltado pelos manifestantes, desde o primeiro semestre de 2015 a comunidade estudantil sofre com os problemas estruturais da instituição, e, desde julho do mesmo ano, cerca de 1.180 alunos são obrigados a estudar no Instituto de Educação Ruy Barbosa (IERB) – antiga Escola Normal, e para o Centro Estadual de Educação Profissional José de Figueiredo Barreto. Apesar das reclamações, a perspectiva é que centenas de alunos permaneçam distantes do prédio sede por pelo menos um ano.
De acordo com o Governo do Estado, ao longo dos últimos meses ocorreram problemas administrativos junto ao processo licitatório da reforma, os quais contribuíram diretamente para o atraso contestado pelos estudantes. O Estado garante que todos os impasses já foram sanados o último dia 17 de maio segue aberto; esta etapa do processo deve ser concluí-lo até o próximo dia 15 de agosto. O Governo do Estado garante que, com um orçamento calculado em R$ 8.491.164,63, o Atheneu se tornará a instituição de ensino com a mais moderna estrutura física da rede pública estadual. O Estado informou ainda que o serviço operacional segue obedecendo ao cronograma estabelecido pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP), órgão responsável pela licitação.
Representando os alunos da instituição, o presidente do Grêmio Estudantil, Magno Brito, pede que a Secretaria de Estado da Educação (SEED), comece a por em prática todas as promessas e discursos apresentados à mídia sergipana. Ele garante que tem participado de sucessivas reuniões com a equipe administrativa da secretaria, mas não consegue visualizar progressos que, pelo menos, amenizem as expectativas dos estudantes, professores e pais. “Mais de dois anos e até agora não conseguimos ver nada de avanço. São dois anos do Atheneu parado. Um centro de estudos tão imponente para a nossa educação fundamental, que segue às ruins devido à falta de políticas públicas verdadeiras. Estamos cansados de promessas”, declarou. (MAJ)


