Professores da PMA iniciam paralisação

Milton Alves Júnior


Pelo menos até a quarta-feira da próxima semana (23), os serviços educacionais promovidos pela Prefeitura de Aracaju estarão indisponíveis em virtude da greve geral realizada pelos professores ligados à Secretaria Municipal de Educação (Semed). Conforme lamentações apresentadas pela classe trabalhadora, as atividades letivas deste segundo semestre seguem suspensas em virtude de a administração municipal ainda não ter repassado o reajuste salarial de 7,64% determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Essa definição federal foi aprovada e sancionada no mês de janeiro, e impulsionou os vencimentos mensais dos professores de R$ 2.135,64, para R$ 2.298,80.

De acordo com a direção do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município (Sindipema), ao longo dos últimos três meses o poder executivo municipal, a fim de supostamente tentar atender aos anseios da categoria, prometeu criar uma comissão especifica entre os secretários da Fazenda, Planejamento e Educação, mas até a tarde de ontem nenhuma resposta tenha sido apresentada. Paralelo ao apoio dos pais, alunos e demais servidores municipais com ligação direta com a pasta educacional, os docentes esperam contar com. Interferência administrativa dos poderes públicos federais e estaduais.

Para o presidente do Sindipema, Adelmo Meneses, durante assembleia extraordinária realizada essa semana os professores avaliaram o atual cenário como ‘insustentável’, e, por este motivo, optaram por deflagrar a paralisação unificada por oito dias, podendo ser prorrogado; essa medida também pode ser suspensa em caso de a PMA convoque os líderes sindicais e anuncie o atendimento dos pleitos. "Não tem como mais esperar um direito que na realidade deveria ser atendida lá atras no início do ano. Por várias oportunidades pedimos que o prefeito respeitasse o reajuste do nosso piso, mas para a nossa infelicidade isso não ocorreu e a categoria optou pelo não reinício das aulas", declarou.

Durante este período de paralisação os professores estarão reunidos em atos públicos a ocorrer em vários bairros da capital, bem como promovendo plenárias na sede do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município. No dia 23 a categoria volta a se reunir em nova audiência pública do magistrado, quando devem definir se iniciam as atividades, ou deflagram greve por tempo indeterminado. "Pedimos aos pais que não levem seus filhos para as escolas do município porque não haverá aula. Não podemos continuar refém de um sistema público que não valoriza a categoria, mesmo com o Ministério da Educação atualizando o piso do magistério. Enquanto Edvaldo não cumprir com este direito não terá atividade nas escolas", pontuou o sindicalista.

Atualmente Aracaju possui 1.700 professores que lecionam para aproximadamente 30 mil estudantes matriculados nas 74 unidades de ensino.

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