Milton Alves Junior
A partir da próxima segunda-feira, 21, médicos que prestam serviços para as 43 unidade de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju voltam a cruzar os braços como forma de pressionar a administração municipal a conceder reajuste salarial com retroativo ao mês de abril, bem como melhores condições de trabalho para a categoria. Esta é a segunda vez em menos de nove meses que a classe trabalhadora opta por suspender as atividades em até 70%. De acordo com a direção do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a falta de diálogos progressistas junto ao prefeito Edvaldo Nogueira contribuiu para que a categoria deflagrasse em assembleia extraordinária pela paralisação de advertência.
Durante as primeiras 48 horas da próxima semana é previsto que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) voltem a enfrentar dificuldade na hora de buscar por atendimento médico nas unidades municipais, incluindo o Nestor Piva, localizado na zona Norte da cidade, e no Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco, zona Sul. Durante este período a perspectiva é que as unidades estaduais, em especial o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), apresente aumento significativo nos prontuários considerados de baixa complexidade. Conforme números já apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), ao Jornal do Dia, por dia são atendidos cerca de quatro mil pacientes.
Com a paralisação de segunda e terça-feira, 21 e 22, respectivamente, a expectativa é que cerca de nove mil pessoas deixem de ser atendidas pelo sistema municipal, já que os dois primeiros dias da semana costumam se de maior fluxo de aracajuanos nas unidades básicas. Para o presidente do Sindimed, José Menezes, a participação ativa dos contribuintes da capital é essencial para que os médicos possam conquistar melhorias coletivas. Paralelo ao benefício salarial destinado à categoria, a promoção de melhorias na estrutura e contratação de mais profissionais acabam beneficiando diretamente aos aracajuanos:
Professores – Conforme prometido, docentes da rede municipal não reiniciaram na manhã de ontem o segundo semestre deste ano letivo. A extensão do período de férias ocorre em virtude de a Prefeitura de Aracaju ainda não ter repassado o reajuste salarial de 7,64% determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Essa definição federal foi aprovada e sancionada ainda no último mês de janeiro, e impulsionou os vencimentos mensais dos professores de R$ 2.135,64, para R$ 2.298,80. De acordo com a direção do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município (Sindipema), esta medida segue pelo menos até o próximo dia 23 quando a categoria volta a se reunir em assembleia extraordinária e definir se deflagram greve por tempo indeterminado.
Assim como ocorre com parte dos servidores da saúde, os educadores alegam que ao longo dos últimos três meses o poder executivo municipal, a fim de supostamente tentar atender aos anseios da categoria, prometeu criar uma comissão especifica entre os secretários da Fazenda, Planejamento e Educação, mas até a manhã de ontem nenhuma resposta tenha sido apresentada. Com a paralisação, cerca de 30 mil estudantes seguem distantes das salas de aula e laboratórios.


