Saúde monitora pontos estratégicos para evitar proliferação do Aedes aegypti

Com o objetivo de manter em baixa o número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em Aracaju, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), tem realizado um trabalho contínuo em 84 pontos estratégicos mapeados pela pelo Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti. Um desses locais é o pátio do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran-SE), no bairro Santa Maria, que abriga atualmente cerca de 3.500 veículos.

O local é um ambiente  propício ao aparecimento do mosquito adulto e, por isso, uma vez por mês os agentes de endemias realizam a aplicação de inseticida residual em todos os veículos e também do fumacê costal. “Esse trabalho é feito com adulticida, a gente elimina o mosquito adulto existente nos pátios e ferros-velhos. Enquanto o fumacê é uma aplicação que se espalha no ar e elimina o mosquito instantaneamente, o inseticida residual é aplicado nas paredes das superfícies e dura aproximadamente 30 dias, sendo assim, o mosquito morre quando encosta nele”, explicou José Bonfim Oliveira, supervisor de endemias.

Ainda de acordo com Bonfim, além da aplicação do adulticida, os agentes de endemias também visitam os pontos estratégicos a cada 15 dias. “Aqui, por exemplo, a gente observa  que muitos carros ficam abertos e tanto neles quanto nas carrocerias dos utilitários o acúmulo de água é visível. Para evitar o desenvolvimentos de larvas nesses ambientes a gente também utiliza o larvicida, que é aplicado num intervalo de tempo mais curto”.

 

Números – De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica, até o dia 12 de agosto deste ano foram confirmados 152 casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: 73 de dengue, 76 de chikungunya e três de zika vírus. Comparado ao mesmo período de 2016, quando foram confirmados 1.541 casos, a queda foi de 90,13%.

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