Mais de 30 mil estudantes da rede municipal de ensino estão sem aulas e demais atividades educacionais em virtude da greve geral promovida por docentes ligados à Secretaria Municipal de Educação (Semed). De acordo com a direção do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município (Sindipema), todas as 74 instituições de ensino administradas pela Prefeitura de Aracaju estão com os serviços suspensos em virtude da não concessão do reajuste salarial de 7,64% determinado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), em janeiro deste ano. Conforme estatística dos sindicalistas, o movimento grevista conta com o apoio de 1.400 profissionais.
De acordo com o professor Adelmo Menezes, presidente sindical, depois de quatro meses de diálogos e nenhum registro de avanço nas negociações, sustentar a impaciência da classe trabalhadora e manter a categoria em sala de aula, se tornou uma missão impossível. Agora, com a greve por tempo indeterminado aprovada, deflagrada e posta em prática pelos professores, o prefeito Edvaldo Nogueira necessita convocar os representantes sindicais e anunciar o atendimento do pleito. Apesar de transparecer uma atitude simples, a perspectiva é que o impasse permaneça por longo período já que a própria administração executiva do município já informou que a conjuntura financeira da PMA não dispõem de brechas possíveis para o reajuste dos servidores.
O presidente diz que não há perspectiva de suspender a paralisação. "Trata-se de um direito constitucional nosso e não podemos simplesmente aceitar o desrespeito às leis. Cumprimos com as nossas obrigações com o máximo de ética profissional, e por este motivo reivindicamos o reajuste com o devido retroativo. Sem atender a essas exigências será difícil convencer os educadores a reiniciar as aulas, muito menos sem saber quando esse mesmo direito será atendido", declarou Adelmo Menezes.
"Não adianta convocar nova reunião se não houver garantias de melhorias não apenas aos vencimentos que se trata do osso principal pleito, mas também da melhoria nas condições de trabalho. A mobilização dos professores segue firme e conta com o apoio de muitos pais e estudantes da rede pública", pontuou Adelmo Menezes. (Milton Alves Júnior)


