Após acordo, Upa Fernando Franco é reaberta

Milton Alves Júnior

 

A partir de hoje a escala de plantonistas atuando na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco passa a contar com 35 profissionais, sendo cinco enfermeiros e 30 servidores de outras áreas, a exemplo de auxiliares de enfermagem e médicos. A ampliação no quadro foi oficializada na tarde de ontem pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após a unidade ter sido interditada por gestores do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren) durante blitz fiscalizatória realizada na tarde da última terça-feira, 05. A unidade fica localizada no Conjunto Augusto Franco, zona Sul da capital sergipana.

Durante reunião extraordinária realizada na manhã de ontem ficou definido que o quantitativo de servidores deve ser ampliado a partir do momento em que o poder Executivo Municipal promover a contratação de novos profissionais por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). Para a direção do Coren, é preciso que os gestores públicos entendam que a medida foi promovida com base na Constituição Federal. A interdição não agradou a todos. Para o vereador Antônio Bittencourt, fechar uma unidade como o Fernando Franco tratou-se de um ato ‘irresponsável’, e que prejudica centenas de pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

"O Coren está fazendo uso político com o fechamento de uma unidade hospitalar. Lamento muito e acho que os diretores deveriam pedir desculpas à população. Um dia que uma unidade daquela dimensão tem as atividades paralisadas, toda rede de saúde fica comprometida”, declarou. Durante a suspensão dos serviços todos os aracajuanos que precisarem de atendimento de saúde necessitaram se deslocar para a Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, no bairro 18 do Forte, zona Norte, ou para o Hospital de Urgência de Saúde (Huse). Sobre as críticas recebidas, a direção do Conselho informou que as fiscalizações são promovidas desde o ano de 2011 como forma de ampliação e qualificação do serviço prestado aos contribuintes.

"Esse processo de fiscalização na unidade ocorre desde 2011, porém não foram tomadas providências para resolução, bem como a SMS (Secretaria da Saúde) não se posicionou diante dessas notificações. E, para assegurar condições de trabalho para a enfermagem e segurança no atendimento para a população, o conselho achou por bem interditar até que a Prefeitura de Aracaju tome alguma providência diante da situação crítica", declarou o Coren por meio de nota. A perspectiva por parte dos fiscais é que as promessas sejam respeitadas a fim de evitar possíveis novas interdições.

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