Na noite desta quarta-feira, Rogério Carvalho, presidente do PT em Sergipe, que também é médico e professor universitário, falou para estudantes da Faculdade Dom Pedro II, localizada no município de Lagarto. Falou sobre Gestão em Saúde Pública.
O palestrante falou sobre a complexidade de gestão do sistema de saúde do Brasil, o maior do mundo. "São 5570 operadores de sistemas municipais, 27 estaduais e a união que interfere em todos. Esse é o grande desafio do País", afirmou. Outro tema abordado foi o SUS, com seus princípios – universalidade, integralidade e descentralização – e modelo de gestão, descartando que Sergipe foi o primeiro Estado a elaborar um padrão de gerenciamento.
Rogério citou ainda a problemática da emenda constitucional que estabelece um teto de gastos para a saúde pública apresentada por Temer. “Em um país como a França haveria uma comoção social. E nós aqui o que fizemos? No próximo ano, essas novas regras estarão valendo e iremos ver o resultado desastroso. O fato é que o nosso processo civilizatório sofreu um ataque", ressaltou.
Após a explanação desse e outros assuntos, Rogério respondeu a perguntas e ouviu o depoimento do professor do curso de Enfermagem Oldegar Alves Júnior. “Fiquei muito emocionado com a sua presença aqui, nesta noite. Entre 2006 a 2009, acompanhei o processo de estruturação da Saúde de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado, a qual contava com Rogério Carvalho como secretário da pasta. Nessa época, havia passado em um concurso e trabalhava no hospital Regional de Itabaiana. Lá, fazia o acolhimento com classificação de risco, por meio do qual recebíamos os pacientes e priorizávamos os que tinham uma necessidade maior. Esse trabalho passou a dar resposta muito positiva. Logo os gestores perceberam e quiseram aumentar essa proposta. Foi então que Rogério Carvalho trouxe para o Núcleo de Formação Permanente a capacitação de todos os profissionais da Saúde no processo de humanização. Nessa palestra, ele mostrou aos meus alunos que a gestão pública de saúde é algo complexo, mas possível”, analisou o professor.

