O secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, disse em reunião realizada ontemque enfrentará os problemas e dificuldades existentes na saúde de Sergipe, como a desassistência na Rede Básica de Saúde e a falta de atendimento em algumas unidades, para que o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) não continue dependente de vagas em outros hospitais conveniados, a exemplo do Hospital Cirurgia, que é retaguarda do Huse, para a realização de determinados procedimentos, como as cirurgias ortopédicas. Para se ter uma ideia, hoje, na Área Verde Trauma do Huse, mais de 35 pacientes aguardam vagas no Cirurgia para serem transferidos e submetidos a cirurgias.
Segundo Almeida, serão estabelecidas medidas no Huse, desde a criação de novos 60 leitos de internamento, a investimento em recursos humanos, para que a unidade tenha mais autonomia e dependa menos de outros hospitais, aumentando assim a resolutividade dos casos.
“O Huse é qualificado e tem espaço e equipamentos para potencializarmos alguns procedimentos, como as cirúrgicas ortopédicas e também as ortopédicas oncológicas, fazendo com que a unidade fique menos refém de hospitais conveniados, a exemplo do Cirurgia. Hoje, no Huse encontram-se 36 pacientes internados à espera de vagas no Cirurgia para a realização de intervenções ortopédicas. E isso não pode mais continuar. Por isso, vamos enfrentar os problemas e entraves e tomaremos algumas providências, como a instalação de novos leitos e a reorganização interna do hospital, para darmos condições as equipes médicas e, consequentemente, ampliarmos o número de procedimentos de alta complexidade no Huse, como das intervenções ortopédicas”, explica.
O secretário completa ainda que os hospitais conveniados são, de fato, fundamentais para o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não se pode deixar a saúde pública do Estado dependente de outros hospitais. “Os hospitais conveniados são necessários, claro, mas o Huse não pode depender deles exclusivamente para a realização de alguns procedimentos. Portanto, conversamos com a equipe médica da Ortopedia e vamos tomar medidas para aumentar a resolutividade de determinados casos no próprio Huse, diminuindo assim a quantidade de pacientes que ficam na unidade, esperando vaga no Cirurgia, que atualmente, está passando por diversas dificuldades”, declara.
Outra medida que irá colaborar para o aumento das intervenções é a reabertura de mais um centro cirúrgico no Huse. Das nove existentes, oito já estão em pleno funcionamento. “Quando assumimos a gestão, das nove salas cirúrgicas do hospital, apenas quatro estavam operando. Já reabrimos mais quatro e estamos trabalhando para colocar a nona em funcionando. Com isso, conseguiremos ampliar a quantidade de intervenções”, conta Almeida.
Na reunião realizada nesta quinta, que contou com a participação do superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Luiz Eduardo, do diretor operacional da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Marcos Chou, do superintendente do Serviço Móvel de Urgência (Samu), Márcio França, da diretora de Gestão de Sistemas (DGE), Márcia Guimarães e da equipe da oncologia ortopédica, o responsável técnico do Serviço de Ortopedia do Huse, Antônio Cabral, ressaltou que o hospital tem uma grande demanda de cirurgias ortopédicas, já que, além de atender a população de Sergipe, o Huse recebe também pacientes de estados vizinhos, como Alagoas e Bahia, o que acaba superlotando o serviço.


