Milton Alves Júnior
Inconformados com a precariedade urbana na zona Norte de Aracaju, no início da manhã de ontem dezenas de moradores voltaram a ocupar e bloquear o fluxo de veículos na Avenida Euclides Figueiredo. Com o apoio da Associação dos Moradores do Moema Meire, os manifestantes protestaram contra o prefeito Edvaldo Nogueira que em junho deste ano havia prometido reparar toda a malha viária da via expressa e ruas paralelas. O problema, segundo os contribuintes, é que desde então as ruas seguem esburacadas e o esgoto a céu aberto. Além de prejudicar o fluxo de pedestres e motoristas, o cenário de abandono interfere diretamente na economia local.
Sem movimento de clientes vários estabelecimentos comerciais sentiram o peso da crise e fecharam as portas em definitivo. Casas e apartamentos para alugar seguem sem novos inquilinos; imóveis com placas de vende-se seguem com baixa, ou nenhum procura, ao longo dos últimos meses. Diante do problema, a administração da capital sergipana alegou no final da manhã de ontem que as obras anunciadas pelo prefeito atingiram a casa dos 10%, mas teve que ser parcialmente suspensa em virtude da instabilidade climática que interfere no andamento das obras. Ciente do atraso no serviço, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), informou que até o final deste mês os serviços serão retomados.
Para o presidente da Associação dos Moradores do Moema Meire, Márcio Vieira, desde a gestão anterior – quando a Prefeitura de Aracaju era administrada por João Alves Filho, a realização de obras paliativas acabam gerando maiores contratempos para a comunidade. Se mostrando preocupado com o andamento das ações, o porta-voz dos moradores diz temer que os impasses permaneçam até 2019, quando os aracajuanos voltam às urnas para escolher os respectivos vereadores e gestores do executivo municipal.
"O problema é que desde o prefeito anterior o que se tem feito aqui são pequenas obras com a desculpa do tempo, da Deso, do movimento de carros […] a impressão que passa é que os problemas são de todos, menos dos gestores realmente responsáveis pela situação. Queremos que toda a publicidade da assinatura da Ordem de Serviço realmente ajude a qualificar a vida de todos aqui da zona Norte de Aracaju e município de Socorro; se for para continuar como está é melhor nem fazer tanta propaganda", declarou. Sobre o reinício da obra prevista para o final deste mês, a PMA não informou quando, de fato, os operários voltam ao local.
"Infelizmente passam-se os meses e essa desordem toda continua. Por isso que nós moradores continuamos revoltados. Só quem vive aqui, ou precisa passar por esta avenida, sabe na prática a real definição da palavra: caos. Esperamos que estas promessas comecem a se tornar realidade, caso contrário não tenho dúvidas que os moradores seguirão protestando contra o abandono dessa avenida", pontuou Márcio Vieira.


