Milton Alves Júnior
Por tempo indeterminado, funcionários dos Correios cruzaram os braços em Sergipe. A deflagração da greve ocorreu durante assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Sergipe (Sintect-SE), que, além de lamentar a falta de indicativos os quais gerem reajuste salarial, ainda reclamam das atuais condições de trabalho. As discussões estão ocorrendo a nível nacional e compartilhada com cada estado. Outro agravante que acabou contribuindo para a paralisação dos serviços se refere ao baixo número de servidores, diante da vasta demanda diária.
Segundo o Sintect, atualmente em Sergipe o déficit de carteiros, por exemplo, alcança a casa dos 300 servidores. Paralelo a aplicação do Programa de Demissão Incentivada (PDI), iniciada no ano passado, acabou contribuindo para a amplitude do problema.
Segundo o presidente do sindicato, João Neto, é inaceitável chegar a segunda quinzena de setembro sem mesmo receber uma proposta de reajuste salarial. "Ainda estamos esperando que a proposta chegue para ser discutida com a categoria. Já apresentamos todo o nosso calendário de atividades, mas o órgão sequer discutiu as nossas reivindicações. Como o cidadão trabalhador não suporta mais tanta espera, a realização de uma greve foi apresentada em assembleia e aprovada. Seguimos atentos aos desdobramentos que ocorrem nas negociações nacionais", declarou.
De acordo com os Correios, a paralisação é parcial e não afeta os serviços da empresa. “Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis”, informou nota enviada pela empresa.


