Gabriel Damásio
A Polícia Civil detalhou ontem, em coletiva de imprensa, a prisão em flagrante do paulista Auvidério Jerônimo Azevedo, 35 anos, acusado de integrar um trio de estelionatários que aplicou golpes em clientes idosas de agências bancárias de Aracaju. O crime, conhecido amplamente como ‘golpe do bilhete premiado’, é investigado por equipes do Departamento de Defraudações e Crimes Cibernéticos (DDCC).
Segundo a polícia, os bandidos já agem há algum tempo na cidade e fizeram pelo menos 10 vítimas, as quais perderam quantias entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. As abordagens aconteciam principalmente nas áreas do bairro 13 de Julho, da Avenida Francisco Porto e da Avenida Desembargador Maynard. Os comparsas de Auvidério continuam foragidos, mas tiveram suas imagens divulgadas pela polícia para facilitar a identificação deles, que ainda é investigada.
No fim da tarde de ontem, após a audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona oeste), o paulista teve a prisão preventiva decretada pelo juiz plantonista Aldo de Albuquerque Mello, que confirmou a sua detenção em flagrante. O magistrado entendeu que a prisão de Auvidério é necessária para garantir a ordem pública e coibir a prática de novos delitos, alem de considerar provas apresentadas pela polícia e pela vítima, como comprovantes de saques e imagens de câmeras de segurança da agência onde a polícia deteve o acusado.
Na manhã desta terça, após uma denúncia, os policiais do DDCC organizaram uma ação controlada e conseguiram capturar Jerônimo em uma agência bancária da zona sul da capital. “Nós recebemos uma denúncia no início da semana de que esses indivíduos estavam aplicando um golpe contra uma senhora que já havia efetuado um pagamento de cerca de RS 12 mil aos infratores e agendado um saque de R$ 25 mil para entregar ao grupo. A partir dessa denúncia, nós iniciamos uma diligência e conseguimos efetuar a prisão do acusado”, relata a delegada responsável pelo caso, Rosana Freitas.
Auvidério já foi preso e processado pela prática do mesmo crime no Estado de São Paulo. Com ele, foram apreendidos dois cartões de crédito e cerca de R$ 2.300 em espécie. Ainda segundo a delegada, os criminosos abordavam as idosas e um deles pedia ajuda para resgatar um bilhete premiado se passando por uma pessoa analfabeta, logo em seguida outro comparsa chegava e toda uma trama era desenvolvida. Na ação também havia a participação de um terceiro que se identificava como médico ou veterinário, utilizando o nome de ‘Doutor Padilha’. Com isso a vítima era envolvida e acabava realizando saques nas contas bancárias. (com SSP)


