Milton Alves Júnior
Nem mesmo a forte chuva registrada na manhã de ontem, em Aracaju, foi suficiente para minimizar a caminhada alusiva à Semana da Acessibilidade. Na luta contra as dificuldades depararas diariamente, um grupo de pessoas com deficiência física ocupou as principais ruas e avenidas do centro da capital sergipana, onde receberam o incentivo de motoristas e populares. Realizado pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e Assistência, em parceria com instituições de ensino, APAE e Ministério Público do Trabalho (MPT), o ato simbólico chamou a atenção dos sergipanos para a necessidade de fornecer qualidade de vida, e, sobretudo, respeitar todos aqueles que possuem algum tipo de deficiência física ou mental.
Segundo o presidente do Conselho, Romário Vieira, paralelo às obrigações governamentais em contribuir para o progresso social dos portadores de necessidades especiais, é preciso que todas as pessoas comecem a rever as respectivas atitudes e passem a pensar mais no próximo. De acordo com Romário, diariamente é possível se deparar com desrespeitos praticados, por exemplo, por motoristas e motociclistas que estacionam em faixas de pedestres e rampas destinadas a cadeirantes.
"Infelizmente este tipo de situação é mais comum do que muitos podem imaginar. A realização dessa caminhada ajuda bastante na batalha encabeçada por aqueles que acreditam em dias melhores, sem tantas dificuldades no quesito acessibilidade. Torço para que no próximo ano possamos estar aqui novamente comemorando novos avanços. Para isso depende da consciência de cada um em respeitar o próximo", disse. Esta foi a nona edição da caminhada. Compartilhando com as declarações de Romário Vieira, a professora Rita Assis, defensora dos Direitos Humanos, reforçou o pedido de maior atenção para com aqueles que precisam.
"Só sente a dor aquele que realmente passa pelo problema. Não possuo deficiência, mas de tanto conversar e tentar entender o mundo dos portadores de necessidades especiais, entendo em parte o sofrimento de cada um. A partir do momento em que as pessoas começarem a se preocupar mais com os respeitos às leis de acessibilidade, certamente estaremos construindo um mundo melhor e mais igualitário para todos", avaliou.


