O ex-deputado federal José Carlos Machado (PSDB), que foi vice-prefeito de Aracaju na gestão de João Alves Filho (DEM), entre 2013 e 2016, prestou depoimento ao final da manhã de ontem na sede do Ministério Público Estadual (MPE). Ele foi ouvido pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecco), que atuam nas ‘Operação Caça-Fantasma’, um desdobramento da ‘Operação Anti-Desmonte’. O grupo investiga a suposta nomeação de funcionários fantasmas como cargos comissionados da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), durante a gestão de João Alves Filho (DEM).
O processo corre em segredo de justiça, mas segundo informações de fontes ligadas à investigação, apura a nomeação de cerca de 300 servidores para cargos comissionados da PMA entre 2013 e 2016, os quais teriam recebido salários mesmo sem frequentar as repartições ou ter algum tipo de prestação de serviço comprovada. Destes cargos, 84 estavam lotados no Gabinete do Vice-Prefeito e outros 100 no Gabinete do Prefeito. As irregularidades nas nomeações teriam sido comprovadas em meio aos documentos que foram apreendidos na ultima sexta-feira dentro da sede do Diretório Estadual do Democratas, na 13 de Julho (zona sul). Tais buscas foram autorizadas junto com a prisão da presidente estadual do partido, Ana Alves, filha de João.
Machado chegou ao MPE no final da manhã e saiu de lá sem dar declarações aos jornalistas. Ele também se manteve em silêncio durante o depoimento. O advogado que o acompanhava argumentou que o ex-vice-prefeito não cometeu nenhuma ilegalidade durante seu mandato. A expectativa é de que outras pessoas ligadas à gestão passada sejam ouvidas pelos promotores, inclusive o ex-prefeito João Alves e a irmã, Marlene Calumby, que era sua chefe de gabinete.


