“Uma sensação de alívio, não só pela superlotação que estávamos vivendo, mas, por saber que os pacientes vão dar continuidade ao tratamento que tanto necessitam”. Esta foi a sensação expressa pelo coordenador do Pronto Socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Vinícius Vilela, e de todos os profissionais que participaram na última sexta-feira, 8, da transferência de 55 pacientes para o Hospital Cirurgia nas vagas de ortopedia, vascular, neurologia e cardiologia.
“Além do alívio teve a satisfação de ver no rosto de cada paciente a alegria de ter garantido a sua assistência. A partir de agora, nós vamos poder planejar melhor, traçar melhor as nossas ações, por ter a esperança de que o Hospital Cirurgia vai garantir as vagas e vai fazer com que os leitos rodem, vai fazer com que o Huse não fique congestionado de pacientes sem perspectivas de tratamento, o fluxo andando, a gente tem mais qualidade na saúde”, completou o coordenador do PS.
Ele ressaltou ainda que será mais fácil se organizar e a importância da gestão do contrato com o Cirurgia passar para o Estado. “Agora vai funcionar, os nossos planejamentos serão mais fáceis. A importância desse contrato ser nosso a partir de agora é a garantia que o Hospital Cirurgia vai trabalhar por produtividade e não mais por cotas, como era antigamente. No momento em que essa cota era atingida essas vagas paravam de ser cedidas e os pacientes iam chegando e se acumulando. A partir do momento que o contrato passa a ser do Estado e que diz que é por produção aí todos vão ganhar, o Hospital Cirurgia quanto mais produzir mais ele vai ganhar, o Huse quanto mais enviar paciente mais elimina a superlotação e os usuários que terão celeridade em seus procedimentos, porque todo mundo vai querer que a produção aumente”, declarou.
Ao todo eram 105 pacientes aguardando transferência para o Hospital Cirurgia, o planejamento para a transferência dos primeiros 55 pacientes foi feito no dia anterior. Foi uma missão para deixar os 55 pacientes prontos com prescrição, guia de transferência e com o quadro clínico estável para poder iniciar a remoção. Em menos de 24 horas tudo foi organizado e contou com uma força tarefa composta pela superintendência, coordenações, maqueiros e profissionais engajados.
Às 8 horas foi dado o início as remoções e contar com a parceria do SAMU com a disponibilidade de 11 ambulâncias foi fundamental para que essas transferências fossem concluídas em tempo recorde e com sucesso absoluto, como explica a coordenadora do Núcleo Interno de Regulação do Huse, Iza Prado. “Reforçamos a equipe das externas, organizamos a nossa equipe de remoção e colocamos para as transferências internas, ou seja, vê o paciente no leito, sinais vitais, organizar o transporte do paciente do leito até a viatura do SAMU. A equipe de regulação externa ficou responsável junto com a equipe da remoção para organizar toda a documentação do paciente, prescrição atualizada do dia. Tudo foi em larga escala, como nunca fizemos, 55 pacientes de uma só vez, todos juntos se ajudando e conseguimos com sucesso todas essas transferências”, enfatizou.


