A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou ontem os detalhes da ‘Operação Geminus’, que prendeu 21 acusados de envolvimento com uma quadrilha de traficantes de drogas baseada em Riachuelo (Vale do Cotinguiba). A operação ganhou esse nome porque, segundo as investigações, o grupo era liderado pelos gêmeos Diego e Diogo Bonfim Teles Souza, ambos de 25 anos. Todos são acusados diversos crimes ocorridos nos últimos meses em Riachuelo e outras cidades vizinhas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, João Martins Cunha, as investigações começaram há dois anos com a apuração de um caso de tráfico, mas outros crimes foram descobertos."Há oito meses, a Polícia Civil vinha trabalhando de forma discreta e cautelosa no sentido de identificar os suspeitos das práticas de tráfico de drogas, organização criminosa e outros crimes ao tráfico correlatos, onde resultou na apuração de homicídios consumados, homicídios tentados. Ontem, após seis meses na cidade sem homicídios, determinou-se a deflagração da operação, que culminou na prisão de 21 pessoas", relatou.
O delegado revelou também que Diogo era considerado o mais perigoso, tendo praticado diretamente vários dos homicídios, sendo esta a principal característica que diferenciava os irmãos. "O Diogo praticou diversos homicídios, era bastante destemido e tinha pessoas que davam suporte a ele nesses crimes. Na cidade, todo mundo comentava de forma amedrontada sobre os gêmeos, mas na verdade, o mais temido era o Diogo. O Diego atuou durante um tempo no tráfico e ajudava o irmão e outros comparsas nesses crimes. Ele inclusive viajou para o Mato Grosso, sendo necessário que déssemos uma esperada na deflagração da operação", explicou Martins.
O grupo estava diretamente envolvido na venda de drogas na região de Riachuelo. Alguns mandados de prisão foram cumpridos nos presídios de Tobias Barreto e Nossa Senhora do Socorro. Isto porque, entre os alvos da operação, havia detentos que ajudavam a quadrilha mesmo dentro da cadeia. Cinco mulheres também foram presas, incluindo a mãe dos gêmeos, e todas foram indiciadas por associação ao tráfico. Segundo o delegado, elas sabiam dos crimes e guardavam as drogas. Uma delas foi detida em flagrante porque, segundo a polícia, teria ajudado a dar fuga para um investigado que ainda está foragido.
Foram apreendidas três armas de fogo, munições e drogas como maconha, cocaína e crack, além de telefones celulares, capacetes, balanças de precisão e até partes de um uniforme da Polícia Militar, cuja procedência será investigada. Um total de 100 policiais civis e militares foi mobilizado para o cumprimento de 22 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Ainda falta cumprir alguns mandados de prisão, mas a quantidade não foi revelada. As investigações da Polícia Civil continuam e devem ser concluídas em até 30 dias. (Gabriel Damásio)


