Mulher acusada de fingir ter câncer é presa no Huse

 

Gabriel Damásio
Aline Silva de Carva
lho, 32 anos, foi pre
sa ao início da tarde de ontem no Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho (zona oeste de Aracaju). Ela é acusada de forjar um tratamento de câncer de mama e fazer o tratamento na unidade sem ter nenhuma suspeita da doença. O caso foi investigado pela direção do hospital e pela Polícia Civil, a partir de uma denúncia anônima. Aline foi detida ao chegar para uma consulta médica e levada para prestar depoimento na 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM) e indiciada pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos.
A investigação apurou que Aline teria falsificado exames de diagnóstico para câncer de mama, usando laudos e dados de um amigo que morreu há quatro meses e teria ajudado a acusada a planejar e executar a fraude. Os exames chegaram a ser apresentados para o Huse, que a encaminhou para fazer sessões quimioterapia. O diretor técnico do Huse, Wagner Andrade, admitiu que os laudos não apresentavam nenhum indício de falsificação. "na verdade, ela fez uma montagem da peça. A biópsia vem com o nome e os dados dela, que estão corretos, e a parte que fala que tem a doença foi uma montagem, até muito bem feita. Não teria como os profissionais de saúde identificarem que aquilo era falso", disse ele. 
A jovem chegou a raspar a cabeça e também fez uma campanha de arrecadação de recursos por redes sociais da internet, pedindo doações através de depósitos em uma conta bancária. Ao todo, cerca de R$ 7 mil chegaram a ser arrecadados por Aline. "Ficou provada que essa campanha era fraudulenta. Essas campanhas são perigosas, porque a pessoa fica sujeita a situações desse tipo", resumiu o delegado Fernando Melo, da 8ª DM, indicando que a principal suspeita da polícia é de que a fraude teria sido planejada por motivos financeiros. A destinação do dinheiro arrecadado ainda será investigada.
Ao ser presa, Aline confessou ter forjado a doença, mas alegou ter tomado essa atitude com medo de ser rejeitada pelo namorado, pois ele não gostou do resultado de uma cirurgia estética de redução de uma das mamas. Segundo ela, foi uma tentativa de manter o relacionamento. A direção do Huse confirmou ainda que, por causa dos exames falsificados, ela chegou a tomar seis doses de medicamentos para quimioterapia, correndo risco de saúde. Isso é extremamente danoso. Um paciente hígido, que não tem doença alguma, vai tomar dose de um remédio para matar células que seriam de câncer. Com isso, você teria também uma ação nas células que estão normais", afirmou o diretor do Huse.
Aline foi liberada após prestar depoimento e vai responder ao inquérito policial em liberdade. Se condenada, ela pode ser punida com até cinco anos de prisão. O caso também será acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), que vai receber os relatórios e a documentação protocolada no Huse. 

Aline Silva de Carva lho, 32 anos, foi pre sa ao início da tarde de ontem no Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho (zona oeste de Aracaju). Ela é acusada de forjar um tratamento de câncer de mama e fazer o tratamento na unidade sem ter nenhuma suspeita da doença. O caso foi investigado pela direção do hospital e pela Polícia Civil, a partir de uma denúncia anônima. Aline foi detida ao chegar para uma consulta médica e levada para prestar depoimento na 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM) e indiciada pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos.
A investigação apurou que Aline teria falsificado exames de diagnóstico para câncer de mama, usando laudos e dados de um amigo que morreu há quatro meses e teria ajudado a acusada a planejar e executar a fraude. Os exames chegaram a ser apresentados para o Huse, que a encaminhou para fazer sessões quimioterapia. O diretor técnico do Huse, Wagner Andrade, admitiu que os laudos não apresentavam nenhum indício de falsificação. "na verdade, ela fez uma montagem da peça. A biópsia vem com o nome e os dados dela, que estão corretos, e a parte que fala que tem a doença foi uma montagem, até muito bem feita. Não teria como os profissionais de saúde identificarem que aquilo era falso", disse ele. 
A jovem chegou a raspar a cabeça e também fez uma campanha de arrecadação de recursos por redes sociais da internet, pedindo doações através de depósitos em uma conta bancária. Ao todo, cerca de R$ 7 mil chegaram a ser arrecadados por Aline. "Ficou provada que essa campanha era fraudulenta. Essas campanhas são perigosas, porque a pessoa fica sujeita a situações desse tipo", resumiu o delegado Fernando Melo, da 8ª DM, indicando que a principal suspeita da polícia é de que a fraude teria sido planejada por motivos financeiros. A destinação do dinheiro arrecadado ainda será investigada.
Ao ser presa, Aline confessou ter forjado a doença, mas alegou ter tomado essa atitude com medo de ser rejeitada pelo namorado, pois ele não gostou do resultado de uma cirurgia estética de redução de uma das mamas. Segundo ela, foi uma tentativa de manter o relacionamento. A direção do Huse confirmou ainda que, por causa dos exames falsificados, ela chegou a tomar seis doses de medicamentos para quimioterapia, correndo risco de saúde. Isso é extremamente danoso. Um paciente hígido, que não tem doença alguma, vai tomar dose de um remédio para matar células que seriam de câncer. Com isso, você teria também uma ação nas células que estão normais", afirmou o diretor do Huse.
Aline foi liberada após prestar depoimento e vai responder ao inquérito policial em liberdade. Se condenada, ela pode ser punida com até cinco anos de prisão. O caso também será acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), que vai receber os relatórios e a documentação protocolada no Huse. 

 

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